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Parada na Av. Paulista reúne lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais

A primeira passeata de orgulho LGBT de São Paulo foi realizada em 1997 na Avenida Paulista. Organizada pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBTSP), o evento protesta contra o preconceito enquanto celebra o orgulho de ser LGBT. Para poder incluir lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, o nome foi mudado e agora passa aser conhecida como “Parada SP”.

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Parada SP realizada em 2016 na Avenida Paulista
Divulgação/Paulo Pinto
Parada SP realizada em 2016 na Avenida Paulista

De acordo com Claudia Garcia, presidente da APOGLBTSP, o objetivo da parada é dar visibilidade para a comunidade LGBT e chamar atenção para a violência sofrida no dia a dia ao mesmo tempo em que se discute as causas dessa violência. Para isso, eles abordam temas que promovem a reflexão de onde começa a homofobia e qual seria a maneira de terminar com ela.

Neste ano, a passeata será realizada no dia 18 de junho com o tema “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todas e todos por um Estado Laico” para discutir a religião no Estado e o que isso influencia no movimento. “O tema deste ano que discute a questão do Estado Laico, porque o estado precisa atender as reivindicações de cidadania desta comunidade independente de suas convicções e ter uma política inclusiva que não cobra do indivíduo suas crenças para poder atendê-lo”, afirma Claudia.

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Apesar de ser um movimento a favor de pessoas LGBT, muitas pessoas dentro do próprio segmento ainda não apoiam a passeata ou não se sentem representadas por ela. Segundo Claudia, isso ocorre por causa de uma distorção do papel do evento na luta contra a homofobia . O problema vem da falta de oportunidade de esclarecer para a comunidade que ninguém chegou até onde está sozinho. “A humanidade só caminha com muita luta e cada grupo expressa essa luta da sua forma, apesar do formato de evento,  é uma grande passeata reivindicativa”, explica.

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Apoio do Governo

Claudia afirma que ainda é difícil conseguir apoio para realização da Parada porque o Brasil ainda é um país muito conservador. “Lá fora, grandes empresas apoiam o movimento LGBT mas aqui é muito difícil conseguir um bom patrocínio que nos garanta maior liberdade de ação dando condições de atuar como agentes de conscientização”, afirma. “Todos os governos precisam garantir os nossos direitos de cidadãos, e respeitar nossa organização e nosso movimento. É isso que sempre esperamos."

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