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Tesão por partes específicas do corpo (sem ser as genitálias) liderou o ranking, mas tem até gente interessada em palhaços

Um dos sites de vídeos adultos mais famosos da web, o Xtube divulgou uma pesquisa que fez com seus usuários gays e bissexuais para descobrir quais os fetiches mais procurados da plataforma. No topo da lista, ficou o “partialismo”, o fetiche por uma parte específica do corpo, que não seja as genitais, como pés, axilas ou mãos.

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mãos
Giuditta Chiaramonte/Flickr
Tesão por partes específicas do corpo, como as mãos, lideraram a pesquisa

O “role play”, que eu acreditava ser o mais buscado, ficou em segundo lugar. Essa é a fantasia quando um membro do casal personifica um personagem diferente do costumeiro (estudante universitário ficando na sala de recuperação com o professor, por exemplo). Em terceiro, a “narratofilia”, ou conversa suja na cama.

Curiosamente, o fetiche por roupas de couro e de borracha ficou fora do Top 10 (com apenas 2,1%). O tesão por roupas íntimas também ficou lá atrás. Um dos mais curiosos, o "Coulrophilia" (fetiche por palhaços), apareceu com 1,1%.

Especialista em fetiches, a sexóloga Deborah Fields disse em entrevista ao  Gay Star News, que pessoas com fetiches excêntricos, os chamados "kink", tendem a ter uma melhor saúde mental do que os demais, justamente por respeitarem e praticarem os seus desejos. Por isso, se você tem fantasias pouco convencionais, vale a pena conversar com seu parceiro sobre elas. 

bombeiro carrega mangueira
Charles Roffey/Flickr
Fantasias com homens de uniforme também entraram no ranking

Confira o TOP 10 da pesquisa:

1- Partialismo (9,54%)

2- Role Play (Dramatização) (8,24%)

3- Narratofilia (Conversa suja) (7,55%)

4- Uniformes (policiais, soldados, etc) (7,41%)

5- Escravidão (7,31%)

6- Submissão (7,3%)

7- Exibicionismo (manter relações em um lugar público onde você pode ser pego) (6,28%)

8- Voyeurismo (assistir aos outros tendo relações) (4,7%)

9- Macrofilia (ter relações com alguém maior que você) (2,79%)

10- Olfactofilia (fetiche por cheiros) (2,52%) 

Bandeira do arco-íris em frente ao STF, em Brasília
Fábio Félix/Flickr
Votação no STF continuará no dia 5 de junho


É crime!

Já se fala desde a última quinta-feira, mas como minha coluna só seria publicada neste fim de semana, vale ressaltar: A homofobia é crime no Brasil! Só falta mesmo uma carimbada na Constituição. Na última quinta-feira, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu o resultado, com 6 votos a zero (existem 11 deles no STF).

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O julgamento será retomado no dia 5 de junho com os outros 5 votantes. O texto solicita a criminalização de todas as ofensas, individuais e coletivas, homicídios e agressões motivadas por orientação sexual e identidade de gênero.

Além disso, o projeto pede que a LGBTfobia seja incluída na lei 7.716/89, conhecida popularmente como Lei Antirrascimo, que garante punição a crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião.

As ações foram apresentadas pelo antigo PPS (hoje, Cidadania), pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) e pelo Grupo Gay da Bahia. As entidades pedem que o STF tome partido do caso, uma vez que o Congresso Nacional não aprova leis pró diversidade há décadas.

O problema é que tem gente que diz que a decisão não cabe ao STF, mas sim ao Legislativo. E em Brasília eles querem um desfecho que agrade a bancada evangélica. Na última quarta-feira (22), a CCJ do Senado aprovou a lei que criminaliza a homofobia, só que com ressalvas: ela isenta os templos religiosos. Ou seja, os pastores poderiam continuar nos chamando de filhos do demônio só por sermos gays. 

A volta do 24

A Aliança Nacional LGBTI+ parabenizou o senador mineiro Rodrigo Pacheco (DEM) por ele aceitar trabalhar no gabinete número 24, no SenadoFederal, em Brasília. Para quem não sabe, o número 24 é associado à comunidade LGBT e a sequência dos números dos gabinetes era "misteriosamente" pulada do 23 para o 25, desde 2014. Puro machismo.

“O 24 tinha misteriosamente deixado de existir anos atrás, mas agora foi restabelecido o número correto. Enfim, o gabinete estará pronto a servir o povo de Minas Gerais e do Brasil, com eficiência e sem qualquer discriminação”, escreveu o senador em seu Twitter.

Lulu Santos
Twitter/Reprodução
Lulu Santos dedicou o novo álbum ao marido, Clebson

Casal fofo

O cantor Lulu Santos confessou que seu novo álbum, Pra sempre, lançado esta semana no Brasil, foi dedicado à sua relação com o esposo, Clebson Teixeira. “Ter exposto minha orientação nos dias de hoje talvez tenha sido o ato mais político da minha vida e também da minha obra. Provavelmente são as melhores e mais emocionantes canções que fiz nos últimos anos porque motivo e assunto não me faltaram. Pra você, Clebson”, escreveu. 

Gay demais

Na Coreia do Sul, o cantor de k-pop Holland tem sido perseguido por alguns alguns veículos de imprensa por ser considerado "gay demais" para os padrões da indústria. Ele foi o primeiro ídolo pop do país a se declarar abertamente homossexual . Um de seus primeiros sucessos, Neverland, foi classificado como +19 por ser "muito queer".

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Confira o mais recente single de Holland, Nar_C: