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Após saída de Eloísa Arruda, que representava a comunidade, manifestantes publicaram carta denunciando machismo e sexismo na decisão da Prefeitura

Uma nota de repúdio  assinada pela Associação da Parada do Orgulho LGBT , pela Associação Mães pela Diversidade e por outras organizações do movimento LGBT foi publicada na última terça-feira (14) em manifestação contra a exoneração de Eloísa Arruda do cargo de secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. A carta aberta denuncia machismo, sexismo, misoginia e fisiologismo na decisão da Prefeitura de São Paulo .

Associações e ativistas do movimento LGBT posicionaram-se contra a exoneração de Eloísa, denunciando machismo
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Associações e ativistas do movimento LGBT posicionaram-se contra a exoneração de Eloísa, denunciando machismo


Segundo a nota, a ex-secretária sempre esteve ao lado do movimento LGBT , ouvindo demandas da comunidade e posicionando-se contra à LGBTfobia. As associações pedem para que Eloísa seja tratada com respeito e dignidade por seu próprio partido, defendendo a ideia de igualdade de gênero na política.

A publicação do texto aconteceu uma semana depois de outra carta aberta ter sido veiculada, assinada pelas mesmas associações, registrando um pedido ao prefeito Bruno Covas. Na época, Eloísa ainda ocupava o cargo de secretária e havia trocado Ivan Batista por Marcos Freitas à frente da Coordenação de Políticas LGBT. A troca de Eloísa, porém, não foi oficializada, o que mobilizou os ativistas a manifestarem o repúdio.

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A decisão de trocar o responsável pela Coordenação de Políticas LGBT era muito bem-vinda pelos ativistas, já que as organizações LGBTs posicionaram-se contra Ivan Batista, afirmando que o político “não representa a comunidade e sequer dá ouvidos às demandas dessa população”. Segundo a nota de repúdio, o prefeito de São Paulo recusou-se a atender o pedido.

Diante da exoneração de Eloísa, os ativistas manifestaram-se novamente. Desta vez, contra o retorno do ex-coordenador Ivan Batista. Em nota, demonstraram estar abertos ao diálogo com a nova secretária Berenice Maria Giannella, ex-presidente da Fundação Casa.

No entanto, insinuaram que ela pode ser exonerada de seu cargo se tomar alguma decisão contrária aos interesses do partido de Ivan Batista, que é presidente do grupo Diversidade Tucana, do PSDB.

Posicionamento da Prefeitura de SP sobre a nota do movimento LGBT

A Prefeitura não se posicionou diante da nota do movimento LGBT, mas afirmou que a troca foi prerrogativa do prefeito
Reprodução/TV Globo
A Prefeitura não se posicionou diante da nota do movimento LGBT, mas afirmou que a troca foi prerrogativa do prefeito


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Procurada pelo iGay , a Prefeitura de São Paulo não comentou a polêmica envolvendo o movimento LGBT , apenas posicionou-se diante da exoneração da secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania. “As trocas de ocupantes de cargos de confiança são prerrogativas do prefeito”, declara a assessoria.

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