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Em uma cerimônia realizada em Tel Aviv, novas insígnias foram colocadas no uniforme de Sharon Afek, militar gay que se assumiu no ano passado

As Forças de Defesa de Israel (IDF) tomaram uma decisão histórica na semana passada, ao promover pela primeira vez na história do país um militar gay assumido ao cargo de major-general. Sharon Afek assumiu a mais nova posição na última quinta-feira (12), após completar um ano que assumiu sua sexualidade publicamente, de acordo com o site “Pink News”.

As novas insígnias do militar gay foram colocadas em seu uniforme pelo tenente (à direita) e pelo próprio pai (à esquerda)
Reprodução/Twitter/@IDFSpokesperson
As novas insígnias do militar gay foram colocadas em seu uniforme pelo tenente (à direita) e pelo próprio pai (à esquerda)


Em uma cerimônia realizada em Tel Aviv, cidade em Israel, as novas insígnias foram colocadas sobre os ombros do militar gay de 47 anos de idade. Os encarregados de colocar os símbolos no uniforme do novo major foram Gadi Eisenkot - chefe de gabinete e tenente-geral, único cargo acima do major nas forças armadas - e pelo próprio pai de Afek.

A decisão de promover o militar foi tomada no início deste ano, após a IDF concluir que cargo era mais apropriado para ele. O militar  ficará encarregado de desempenhar a função de major-general ao longo de cinco anos, com a opção de estender para um sexto ano.

No evento, Afek declarou ao público que sua promoção é uma expressão da grande responsabilidade do advogado-geral na IDF a de Israel e afirmou também que espera ser um exemplo para os LGBTs do país, que sentem que não se encaixam nas forças armadas . O evento foi divulgado nas redes sociais das forças armadas, e recebeu diversas mensagens positivas .

Saindo do armário como um militar gay

Quando ele se assumiu no ano passado, Afek disse que costumava ter medo de revelar sua sexualidade, mas decidiu fazê-lo por querer se tornar um exemplo para outros. Ele conta que esperou “as coisas melhorarem” para poder se assumir, já que o preconceito era maior quando ele era jovem. “Eu tinha medo de que assumir minha sexualidade acabaria sendo um fator prejudicial para mim”, diz.

Mas ele relata que não precisou enfrentar discriminação nas Forças de Defesa de Israel quando se assumiu . “Felizmente, isso não causou nada de ruim, e ninguém me julgou por ser quem eu sou”, afirma.

Vivendo em um país como Israel, onde é considerado ilegal que casais gays tenham filhos usando barriga de aluguel, o  militar gay considera ser importante mostrar para os jovens que há esperanças. “Qualquer pessoa pode alcançar o topo da pirâmide, só depende das habilidades de cada um”, finaliza.

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