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Após procedimentos como transplante capilar e vaginoplastia, Rhona quer que sua voz "combine" com seu corpo para seguir carreira de modelo

Rhona de Jong, uma mulher trans britânica de 54 anos, está em uma missão para transformar suas cordas vocais  e fazer com que sua voz se torne mais “feminina”. Além de gastar US$ 12 mil (aproximadamente R$ 42 mil) com o procedimento, ela vai viajar cerca de 8 mil km até Seul, na Coreia do Sul, para fazê-lo.

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Rhona, mulher trans, está gastando R$ 42 mil e viajará para Seoul, na Coreia do Sul, para realizar o procedimento
Reprodução/Instagram/rhona.de.jong
Rhona, mulher trans, está gastando R$ 42 mil e viajará para Seoul, na Coreia do Sul, para realizar o procedimento


De acordo com o veículo britânico “Daily Mail”, a mulher trans tem planos de se tornar uma modelo, mas teme que sua voz atual não “combine” com sua aparência. No procedimento, será realizado o encurtamento das cordas vocais dela para ajustar seu tom e tornar a voz mais aguda, diminuindo a frequência para uma média que é mais comum entre as mulheres cis.

“O tom e a frequência da minha voz não combinam com a minha aparência feminina. É como se ela pertencesse a outra pessoa”, declara Rhona. Até agora, ela já realizou tratamento hormonal, lipoaspiração, plástica para aumentar os quadris, transplante capilar, reconstrução das mamas com implantes, mastectomia e vaginoplastia.

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Quando ela acordar da cirurgia, a mulher, que é originária da Escócia, não conseguirá falar. Para solucionar o problema, ela pretende usar um celular para se comunicar nas primeiras duas semanas. “Terei de reaprender a falar tudo. Não tenho ideia de como eu vou soar, mas estou intrigada para descobrir”, diz.

A história da mulher transgênero

Rhona de Jong se identifica como mulher desde os quatro anos de idade e já passou por vários procedimentos no corpo
Reprodução/Instagram/rhona.de.jong
Rhona de Jong se identifica como mulher desde os quatro anos de idade e já passou por vários procedimentos no corpo


Rhona nasceu interssexual, ou seja, com características sexuais (que podem ser físicas ou genéticas) variadas e que dificultam a identificação de uma pessoa como homem ou mulher. Segundo a moça, ela foi criada como um garoto, mas se identificava mais com o gênero feminino desde os quatro anos de idade.

Com sua aparência andrógina, ela costumava ser questionada sobre ser homem ou mulher, e, em torno dos 19 anos, decidiu buscar ajuda profissional para sanar essa angústia. Após passar por terapia, Rhona começou a desenvolver seios. “Eu amei, não conseguia parar de ficar me olhando no espelho”, diz ela sobre o início das transformações físicas.

Após ter um susto com um câncer no começo dos anos 2000, ela optou por reconstruir e elevar os seios e, em 2017, finalmente realizou a cirurgia de vaginoplastia. “Eu tenho um clitóris feito das terminações nervosas do que era o meu pênis, estou muito feliz agora. Eu até pedi para a enfermeira tirar foto do meu pênis quando ele não estivesse conectado ao meu corpo, para eu saber que ele tinha ido embora”, acrescenta.

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Rhona espera que, ao compartilhar sua história como mulher trans , possa ser uma voz para a comunidade a qual pertence. “Eu quero que as pessoas trans sejam aceitas e não sejam tratadas de forma diferente”, afirma.

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