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A menina nasceu com o auxílio de uma "barriga de aluguel" é uma das três crianças de pais homossexuais a ser registrada na Itália durante este mês

O último sábado (28) marca uma data histórica para Roma (Itália), e uma pequena vitória para a comunidade LGBT ao redor do mundo. Isso porque, pela primeira vez na história, foi autorizado o registro de um bebê que é filho de um casal homossexual . De acordo com informações da agência de notícias Ansa, o advogado do caso, Alexander Schuster, informou que a filha do casal foi gerada por gestação de substituição, processo popularmente conhecido como “barriga de aluguel”.

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Apesar de não ser o primeiro caso na Itália, é a primeira vez que um bebê de pais LGBT é registrado em Roma
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Apesar de não ser o primeiro caso na Itália, é a primeira vez que um bebê de pais LGBT é registrado em Roma

Na Itália, registrar um bebê não é a única dificuldade que casais LGBT encontram quando querem ter um filho. Diferentemente de outros membros da União Europeia, o país não permite a realização de certos procedimentos de fertilidade, como a triagem e o congelamento de embriões. Por lá, tratamentos assim só podem ser feitos por casais heterossexuais cuja infertilidade for provada clinicamente, deixando poucas escolhas para homossexuais que querem construir uma família.

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Caso não é o primeiro da Itália

Apesar das dificuldades que pais homossexuais têm em gerar e registrar crianças na Itália e de esse caso ser o primeiro da história de Roma, ele não é o primeiro do país. Neste mês, outros dois casais conseguiram registrar seus bebês por lá, um em Gabicce e outro em Turim, que enfrentou dificuldades desde o momento da concepção até o registro da criança.

Como procedimentos de fertilização são proibidos no país, Chiara Foglietta, vereadora do Partido Democrático da Itália, teve de ir à Dinamarca para realizar uma inseminação artificial. Após o nascimento de Niccoló, porém, a vereador a e sua parceira, Micaela Ghisleni, passaram por uma situação desagradável na hora de registrar o filho , o que resultou em um desabafo que chamou atenção nas redes sociais.

Em uma postagem no Facebook, Chiara contou que, chegando ao cartório, ela foi orientada a declarar que o bebê não foi fruto de uma inseminação artificial, e sim de uma relação sexual com um homem. “Para registrar meu filho no cartório, tenho de contar uma mentira. Toda criança tem o direito de conhecer a própria história, a combinação de eventos que a criou. Ele veio ao mundo por vontade minha e de Micaela. É nosso filho, mas, para registrá-lo no cartório, tenho de declará-lo falsamente”, afirma.

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