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Escolhidas pelo levantamento anual da revista "Time", essas celebridades marcaram o ano, fazendo história e lutando pelos direitos da comunidade

A Time 100 é uma lista anual das 100 pessoas mais influentes do ano ao redor do mundo, elaborada pela revista “ Time ”. As celebridades presentes na lista, nomeadas pelas que fizeram parte dela anteriormente, são reconhecidas internacionalmente e mostram o valo que têm para as pessoas, principalmente quando se trata das que representam a comunidade LGBT no mundo dos famosos.

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A revista deixa claro que cada pessoa selecionada é reconhecida por mudar o mundo. As pessoas assumidamente LGBT presentes na lista, apesar de ainda se fazerem presentes em números tímidos, são importantes para determinar tendências, vozes e estabelecer representatividade. Veja quais entraram para a lista da "Time" deste ano:

Adam Rippon

Adam Rippon foi o primeiro a se assumir gay da sua modalidade e, em 2018, ganhou medalha por sua patinação artística
Reprodução/Instagram/adamripp
Adam Rippon foi o primeiro a se assumir gay da sua modalidade e, em 2018, ganhou medalha por sua patinação artística


Adam Rippon ganhou fama em 2018 por participar dos Jogos Olímpicos de Inverno, integrando um número recorde de atletas LGBT+ a performar na competição, além ser um "sem filtros" e se posicionar abertamente contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele levou para casa uma medalha de bronze como parte da equipe de patinação artística norte-americana.

Rippon foi indicado por Cher, cantora que, além de brilhar no mundo da música, também é um ícone da comunidade gay. Em declaração à publicação, a cantora afirma que o atleta “representa algo incrível para pessoas jovens”. “Quando eu era jovem, eu não tinha ídolos, não havia ninguém que me representasse. Adam mostra para as pessoas que, se você colocar sangue, suor e lágrimas no que faz, pode alcançar algo especial. Você pode ser especial. E eu acho que isso é muito corajoso”, afirma a cantora.

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Kesha

Kesha foi outra celebridade reconhecida pelo seu trabalho e por sua luta em prol das mulheres e da comunidade LGBT
Divulgação/NBC
Kesha foi outra celebridade reconhecida pelo seu trabalho e por sua luta em prol das mulheres e da comunidade LGBT


Além de retornar com força total ao mundo da música em 2017 e estar espalhando uma mensagem de amor próprio e superação em suas músicas mais recentes, Kesha também faz parte de movimentos pelos direitos das mulheres e de pessoas LGBT. Ela se assumiu bissexual em 2013 e, neste ano, foi nomeada à lista por Cyndi Lauper.

A cantora dos anos 80 afirma que Kesha quase perdeu sua carreira por se manifestar contra o abuso sexual que sofreu e que, mesmo assim, continuou lutando. “Ela falava abertamente sobre o assunto bem antes do movimento #MeToo”, alega, fazendo referência à hashtag criada para incentivar mulheres a falarem sobre assédio sexual ao redor do mundo.

Daniela Vega

Daniela Vega é uma mulher trans que fez história no Oscar de 2018, vencendo a categoria de melhor filme estrangeiro
Divulgação
Daniela Vega é uma mulher trans que fez história no Oscar de 2018, vencendo a categoria de melhor filme estrangeiro


A atriz chilena transgênero Daniela Vega também conquistou seu lugar na lista. Ela ganhou reconhecimento em 2018 após levar a estatueta de melhor filme estrangeiro no Oscar 2018, por “Uma Mulher Fantástica”, filme que narra a história de uma mulher trans. Daniela foi nomeada por Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile.

“Quando Daniela fez história ao ser a primeira pessoa trans a ganhar uma categoria do Oscar, ela disse isso no palco: ‘Eu quero convidá-los a abrir seus corações e seus sentimentos, a sentir a realidade, a sentir amor’. Eu também quero convidar as pessoas a terem empatia e respeitarem as outras, porque a diversidade permite que a gente possa entender cada vez mais nossa humanidade”, afirma Michelle.

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Não tão conhecidos, mas tão importantes quanto

Há ainda outras pessoas LGBT citadas pela lista que, apesar de não serem tão conhecidas, são bastante importantes para a comunidade. Entre elas, é possível citar a escritora e ativista Janet Mock, a sobrevivente do tiroteio em Parkland, Emma Gonzalez (indicada pelo ex-presidente Barack Obama), o ativista Christopher Wylie e o primeiro-ministro da Irlanda Leo Varadkar. Vale lembrar que, apesar de todos esses nomes, a “Time” também cita pessoas "anti-LGBT" na lista ao reconhecer o impacto delas no mundo, mesmo que negativo.

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