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Não pode usar rosa, senão vai virar bicha? Não pode jogar bola, senão vai virar sapatão? Não, esses são apenas mitos em que alguns pais acreditam na hora de criar filhos, mas já é hora de acabar com esses preconceitos

Na hora de criar os filhos , parte dos pais e mães ainda acreditam nos estereótipos de gênero ou de orientação sexual, o que acaba resultando em uma criação baseada em “não pode isso, senão vai virar aquilo”. Sendo assim, é necessário desconstruir um pouco os conceitos para não acabar privando o filho de alguma atividade por ser “de caráter LGBT”.

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Alguns pais podem privar seus filhos de fazerem certas atividades por serem
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Alguns pais podem privar seus filhos de fazerem certas atividades por serem "de caráter LGBT", o que não tem nada a ver


Não é essa atividade ou aquela que vai “fazer” com que seu filho seja LGBT , já que sexualidade é algo diferente e independente de comportamento. Para deixar seu filho ter uma vida completa de experiências, confira seis atividades que não são motivos de preocupação, afinal qual é o grande problema com elas?

1. Jogar futebol ou outro esporte/fazer aula de balé ou de dança

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“Menino não pode fazer aula de dança” e “menina não pode praticar futebol” porque senão podem virar bicha ou sapatão, certo? Não. Não mesmo. Existem bailarinos héteros e jogadoras héteros, que sequer duvidam de suas sexualidades. A prática de uma atividade física é independente, vai da afinidade de cada um.

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2. Ver um casal lésbico/gay se beijando

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Ver um casal lésbico ou gay se beijando na rua não vai incentivar nem seus filhos, nem ninguém. Pense que, durante toda a vida, a comunidade LGBT+ se acostumou a ver casais héteros se beijando e, em nenhum momento, sentiram-se inclinados a mudar de sexualidade.

3. Assistir a um filme LGBT

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"Com Amor, Simon" está se tornando um dos clássicos filmes LGBT e você pode gostar do filme, sendo hétero ou não


Assistir a um filme com conteúdo que aborda a comunidade LGBT+ pode parecer errado, mas é só um filme como qualquer outro. Surge um romance, acontecem experiências sexuais e pronto. Na verdade, assisti-los ajuda a entender melhor a realidade que os indivíduos vivem.

4. Usar rosa/Usar azul, verde… Qualquer cor menos rosa

O craque Neymar Jr. é hétero e também usa rosa e roupas com estampa de oncinha, que não têm relação com sexualidade
Reprodução/Instagram/neymarjr
O craque Neymar Jr. é hétero e também usa rosa e roupas com estampa de oncinha, que não têm relação com sexualidade


Uma roupa pode apontar características da personalidade da pessoa, mas não se pode aplicar a mesma regra quando se trata de sexualidade. Nunca viu um homem casado e até com filho usando uma camisa rosa? Pois é, isso também vale para todas as idades. E quando se trata das meninas, elas podem não gostar de rosa, e não tem nenhum problema nisso.

Também é possível pensar nos rótulos de “roupas masculinas” ou “femininas”. Quem definiu que um homem não pode usar roupa com estampa de oncinha? Se for do estilo da pessoa, não tem nada a ver com sexualidade; um grande exemplo disso é o Neymar Jr, que tem filho e está em um relacionamento com uma tal de Bruna Marquezine.

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5. Brincar de bonecas/Brincar de bola

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Menino pode brincar de boneca, sim, e menina pode jogar bola, sim. Mais uma vez, essas atividades dependem apenas da afinidade de cada criança, sem relação com a ideia de sexualidade. O que uma brincadeira ingênua tem a ver com atração sexual? Algo que nem mesmo se manifesta na infância. 

6. Usar maquiagem/Não usar

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Usar maquiagem não tem relação com ser LGBT ou não, tem homem que gosta e tem mulher que não gosta. Maquiagem é apenas outro acessório para melhorar a aparência, de acordo com os padrões estéticos de cada um.

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