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Tathiane Araújo conquistou outra vitória para a comunidade trans ao começar a ocupar um dos assentos da Comissão Executiva Nacional do PSB

Mais uma vitória para a comunidade trans: Tathiane Araújo foi eleita a primeira mulher transgênero para a direção nacional do PSB  (Partido Socialista Brasileiro). No cargo de secretária nacional do segmento LGBT do partido ela ocupará um dos 43 assentos na Comissão Executiva Nacional.

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Tathiane Araújo é a primeira mulher transgênero a integrar direção nacional do PSB
Humberto Pradera
Tathiane Araújo é a primeira mulher transgênero a integrar direção nacional do PSB


O principal desafio como uma mulher transgênero será sensibilizar deputados federais e senadores pela causa LGBT, incentivando as gestões do PSB a darem visibilidade à comunidade e formularem políticas voltadas a ela. Tathiane acredita que é preciso trabalhar muito para “tirar o Brasil da triste realidade de não ter nenhuma lei que garanta os direitos da população LGBT”.

Para ela, o preconceito “ainda é grande”, principalmente no campo da educação e do mercado de trabalho. Por outro lado, a socialista demonstra apoio e aprovação à decisão do Tribunal Superior Eleitoral que permitiu a candidatos transgêneros usar o nome social nas urnas assim como sua respectiva identidade de gênero.

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Tathiane faz parte do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT, órgão colegiado da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ela também é presidente da Rede Trans, organização não-governamental que representa pessoas travestis, transexuais e homens trans do Brasil, e conselheira nacional de Saúde e de Assistência Social.

Projeto político

Sua maior prioridade na atuação no Congresso Nacional é a criminalização da homofobia. Segundo Tathiane, esse seria um passo fundamental para diminuir a impunidade em casos de discriminação contra LGBT, pela simbologia e pressão que isso fará contra a violência praticada.

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Ela atribui a liderança mundial do Brasil em crimes contra a comunidade, em grande parte, à ausência de legislação específica. Para justificar seu argumento, a socialista transgênero usa o racismo como exemplo, afirmando que a lei que criminaliza o racismo é um instrumento de justiça ao discriminado, enquanto o homofóbico não é tratado com a seriedade que merece.

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