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Remodelação de nariz, remoção de orelhas e bifurcação da língua foram só alguns dos procedimentos pelo quais a mulher passou em sua transformação

Entre tantas histórias de pessoas transgênero e pessoas diagnosticadas com HIV, a de Eva Tiamat Medusa se destaca. Eva, com certeza, é uma mulher peculiar. Ela não só decidiu transformar seu corpo para o de uma mulher como também para o de um réptil  após ter sido diagnosticada com a doença sexualmente transmissível.

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No Instagram, a mulher réptil transgênero posa com suas tatuagens, piercings e de peruca
Reprodução/Instagram/tiamatdragonlady
No Instagram, a mulher réptil transgênero posa com suas tatuagens, piercings e de peruca


A “mulher dragão”, do Texas, nos Estados Unidos, afirma ser a transgênero mais “modificada” do mundo, já tendo gastado mais de 60 mil dólares (quase 200 mil reais) em transformação, segundo o Daily Mail. Hoje, após inúmeras cirurgias e tatuagens por todo o seu corpo e com 56 anos de idade, ela ainda planeja investir mais 40 mil dólares (cerca de 130 mil reais) em procedimentos.

A história de Eva

Em 1997, Eva vivia como um homem gay, chamado Richard Hernandez, e era vice-presidente de um dos maiores bancos dos Estados Unidos, mas o diagnóstico de HIV mudou completamente sua vida. Achando que não resistiria, ela decidiu que não queria morrer como humanos, que, comparados a outras espécies de seres vivos, são os mais destrutivos e odiosos, segundo a mesma.

Há cerca de três anos, após abandonar o mundo corporativo, começou a se transformar em um réptil. Ela conta que foi abandonada aos cinco anos, quando "renasceu e passou a ser criada por uma cascavél".

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Além das tatuagens em escala, as cirurgias pelas quais ela passou foram a remodelação de nariz (rinoplastia), remoção de orelhas, coloração verde no branco dos olhos, adição de oito chifres na cabeça, bifurcação da língua e escarificação de cortes no peito e no pulso.

Em reportagem do “The Wizard of Odd TV”, Eva falou sobre seu conceito de “trans-espécie”, que trata sobre a ideia de não se identificar com sua espécie. Ela se considera humana e réptil e acredita que existe um grande mal-entendido das pessoas sobre as duas questões trans.

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“Minha transformação é a maior jornada da minha vida. Essa é a razão para eu acordar todo o dia”, afirma. Hoje, a mulher réptil transgênero dedica-se a dar voz a pessoas trans e portadores do vírus HIV.

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