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O professor Cory Grant planejava retirar permanentemente sinais de gênero das portas dos banheiros e distribuir broches de arco-íris na escola dos EUA

Um professor de Massachusetts alegou ter sido demitido por apoiar abertamente alunos LGBT. Cory Grant lecionou durante três anos na escola privada Harborlight Montessori, em Beverley, e teve sua demissão em junho de 2017. Ainda descontente, ele apresentou uma reclamação na Massachusetts Commission against Discrimination, comissão contra a discriminação, sobre o ocorrido meses depois, na semana passada. As informações são do "Salem News".

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O professor Cory Grant de Massachusetts afirma que a escola não apoia a diversidade entre os alunos
shutterstock/Joyseulay
O professor Cory Grant de Massachusetts afirma que a escola não apoia a diversidade entre os alunos







Entre suas ações pela causa LGBT enquanto estava na instituição, o professor de ciências afirma ter removido os sinais indicadores de gênero dos banheiros, para aqueles que não se identificam, e ser orientado pelo diretor da escola a colocá-los de volta.  Para ele, o motivo da demissão foi "retaliação" contra suas atitudes.

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Os diretores da escola negam a alegação, afirmando que a decisão ocorreu por corte de gastos e número de professores. Segundo o "Salem News", Paul Horovitz, diretor-chefe da instituição, declara que “um dos princípios da escola é o de permitir que a educação seja uma escolha para todos os estudantes” e ressalta que promove a diversidade entre eles.

“Se o senhor Grant está dizendo algo diferente, é porque ele claramente não entendeu as práticas e crenças da escola”, afirma. Cory, que era um dos professores mais populares da instituição, segundo seu advogada, ainda acredita que a escola falha ao lidar com estudantes LGBT.

O professor alega também que um administrador da escola barrou o projeto dos estudantes do Fundamental de adotar um “Pride Day”, dia do orgulho, com a explicação de que não compartilharia dos valores da instituição e não seria apropriado para a faixa etária dos alunos.

Quando Cory tentou distribuir broches de arco-íris, após o ocorrido do tiroteio em uma boate LGBT em 2016, o mesmo administrador marcou o broche como “inapropriado”. 

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Orgulho e preconceito nos Estados Unidos

Dos 50 estados dos EUA, 7 proíbem professores de discutirem abertamente questões LGBT em escolas privadas. A lei é chamada de “no promo homo”, que significa “sem promoção aos homossexuais”, e está ativa nos estados do Alabama, Arizona, Louisiana, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Texas.

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