Tamanho do texto

"Me Chame pelo Seu Nome" e "Simon Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens" são exemplos de sucesso que até adaptação para o cinema ganharam

Aclamado pela crítica, o sensível filme “Me Chame pelo Seu Nome” foi indicado a quatro Oscars – incluindo o de Melhor Filme e Melhor Ator, no qual Timothée Chalamet, interprete de Elio, é um dos favoritos. Mesmo não sendo extremamente fiel, o enredo, assim como muitos sucessos do cinema, é inspirado em dos livros LGBT de sucesso. A obra cinematográfica merece respeito, mas a versão literária de André Aciman não deixa nada a desejar, pelo contrário, é mais completa e rica em detalhes.

Leia também: 11 filmes para chorar até desidratar com temática LGBT

me chame pelo seu nome
"Me Chame pelo Seu Nome" é um dos livros LGBT de sucesso que, por sua sensível história, foi adaptado para o cinema


Além desta, existem muitos outros livros LGBT que podem fazer o seu interesse pela literatura aumentar cada vez mais por abordar o tema de forma instigante e até divertida. Confira algumas dicas títulos e boa leitura!

1. "Me Chame pelo Seu Nome"

Capa
Divulgação
Capa "Me Chame pelo Seu Nome"

Todos os anos, a família do jovem Elio passa o verão na cidade de Riviera, na Itália. Filho de um renomado professor, o garoto já está acostumado a conviver com jovens escritores durante as semanas de férias. Porém, o hospede dessa temporada foi diferente.

O encantador Oliver, um norte-americano de 24 anos que chama a atenção de todos na cidade – principalmente a de Elio.  

Entre altos e baixos, o convívio entre eles vai deixando de ser frio e se torna totalmente intenso. A primeira grande paixão do adolescente e as descobertas sexuais que ele tem deixam o romance instigante e ao mesmo tempo sensível.

Assim como o filme, o livro também foi é muito aclamado pela crítica e recebeu diversos elogios de importantes veículos internacionais. 

2. "Simon Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens"

Divulgação
"Simon Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens"

Esta é outra obra literária adaptada para o cinema. O filme chega às telonas em março deste ano só que com o título “Com amor, Simon”. Escrito pela psicóloga Becky Albertalli, o romance conta a trajetória de um menino gay de 16 anos que está saindo do armário.

Com tom leve e divertido, é impossível não se apaixonar pelo protagonista e não se envolver com os dramas enfrentados pelo garoto.

Simon conversa por e-mail de forma anônima com algum garoto também gay do seu colégio que ele sonha loucamente em descobrir quem é. Até que um dia, as conversas entre eles são descobertas por outro aluno, Martin, e Simon passa a ser chantageando. A temática jovem e a linguagem atual é um prato cheio para quem está passando pela fase de se assumir. 

3. "O Ano em que Morri em Nova York"

Divulgação
"O Ano em que Morri em Nova York"

A jornalista Milly Lacombe é uma das principais ativistas LGBT do Brasil e em seu primeiro romance ela trás uma história densa e com um toque autobiográfico.

A obra gira em torno de uma mulher que desconfia que sua parceira a traiu durante uma viagem de negócios.

As dúvidas e inseguranças surgem como um avalanche e reviram a vida dessa mulher que se assumiu tardiamente a orientação sexual e, por isso, ainda precisa lutar para ser aceita pela família, amigos e colegas de trabalho.

O principal foco da obra é mostrar não é a questão do relacionamento, mas sim a importância de uma pessoa ter amor próprio e isso não serve só para uma pessoas que é homossexual.

Leia também: Um pouco da história do cinema LGBT por filmes que marcaram as décadas

4. "Lucas & Nicolas – Um Amor Adolescente"

Divulgação
"Lucas & Nicolas – Um Amor Adolescente"

Ter que lidar com a homossexualidade na adolescência é algo complicado, pois são muitas descobertas que às vezes se tornam barreiras por conta do receio de se expor e ser vítima do temido bullying.

Na primeira obra do brasileiro Gabriel Spits, o nerd Lucas enfrenta  problemas sociais e resolve buscar refúgio no mundo virtual e por lá conhece um jovem assumido e decidido, o qual passa a admirar.

Paralelo a isso, o garoto, por ser inteligente, acaba tendo que ajudar Lucas nos estudos, um jovem popular, bonito e que faz parta da turma dos esportistas do colégio. O contato entre os dois revela novas descobertas e também gera conflitos.

O tom atual e bem-humorado do livro torna a leitura agradável. É uma obra jovem/adulto.

5. "Meu Nome é Amanda"

“Meu Nome é Amanda”
Divulgação
“Meu Nome é Amanda”

O livro relata a vida e os dramas de uma pessoa transexual. A youtuber brasileira Mandy Candy conta em primeira pessoa como é nascer em um corpo masculino e se sentir desconectada porque se identifica com o físico feminino – além da mente, é claro.

Apoiada pela mãe, Amanda juntou dinheiro e aos 19 anos saiu do Rio Grande do Sul e foi para a Tailândia fazer a polêmica cirurgia de redesignação sexual.

Além disso, a biografia da jovem também aborda a questão do bullying, a adaptação que precisou ter durante a transição e conta o que a motivou a criar um canal no YouTube para falar sobre isso e também sobre feminismo e identidade de gênero.

Leia também: Sair do armário: o que você deve fazer em 2018 após ter assumido a sexualidade em 2017

6. "Apenas uma Garota"

Divulgação
"Apenas uma Garota"

Esse é outro livro que aborda o transexualíssimo, só que não de forma totalmente biográfica. O leitor conhecerá Amanda Hardy, uma jovem prestes a entrar na vida adulta que se muda para uma cidade nova para conseguir afirmar sua identidade.

Ela acredita que já sente uma garota por completo e pode começar a pensar na vida amorosa, mas ao conhecer Grant, um garoto que julga diferente dos outros, Amanda percebe o quanto se sente insegura.

O envolvimento entre eles vai aumentando e dúvida sobre revelar o passado passa a atormentar a garota.

A escritora trans Meredith Russo aborda os principais dilemas existenciais, preconceito e bullying que um transexual enfrenta na vida e para deixar realista usou algumas de suas próprias experiências.  

7. "Will & Will. Um Nome, Um Destino"

Divulgação
"Will & Will. Um Nome, Um Destino"

O destino une, em uma esquina de Chicago, dois jovens com o mesmo nome: Will Grayson.

Um deles tem amizade com Tiny um homossexual assumido e bem resolvido, já o outro busca coragem para contar à família que é gay.

Os dois rapaz passam a viver uma verdadeira aventura jutos e uma nova amizade surge e, nesse período, Tiny se torna um possível amor para Will – obviamente o que é homossexual.

O romance escrito pelo popular autor John Green, do fêmomeno "A Culpa é das Estrelas", em parceira com escritor David Levithan fala sobre amor, amizade, intrigas, insegurança e outros sentimentos muito presentes na adolescência.

A narrativa leve e conta com um toque acentuado de humor que dá um tom especial a obra.

8. "Lembra Aquela Vez"

Divulgação
"Lembra Aquela Vez"

Com apenas 16 anos, Aaron é um rapaz que está descobrindo sua sexualidade. O pai dele comete suicídio e aceitar isso não é fácil, mas a mãe e a namorada o incentivam a seguir em frente.

Tudo passa a mudar quando ele se aproxima de Thomas e percebe que ele pode ser muito mais do que um melhor amigo.

Com receio do que pode acontecer, ele procura um local que utiliza procedimentos científicos para apagar as memórias indesejáveis, assim ele se livraria das lembranças ruins e até de quem ele é.

O autor Adam Silvera busca mostrar em sua obra se é possível ser feliz fugindo de si mesmo.

Leia também: Drama LGBT: "Quiseram me internar", diz jovem trans sobre se abrir para família

9. "Eu Te Darei o Sol"

Divulgação
"Eu te Darei o Sol"

Os gêmeos Noah e Jude não tem a melhor relação entre irmãos e competem vários aspectos. Primeiro é pela afeição dos pais, depois se apaixonam pelo mesmo garoto e também por uma vaga na melhor escola da Califórnia.

Entre brigas, ciúmes e uma perda trágica, os irmãos acabam se separando definitivamente. Cada um trilha seu próprio caminho e vivem longe um do outro. Porém, ambos lutam para enfrentar dilemas que insistem em esconder.

A obra de Jandy Nelson mostra perspectivas e tempos diferentes e todos os conflitos aparentemente sem motivo começam a deixar o leitor intrigado. A mensagem passada é que as pessoas mais próximas são as que têm o maior poder de machucar.

10. "Triângulo Rosa - Um Homossexual No Campo de Concentração Nazista"

Divulgação
"Triângulo Rosa - Um Homossexual No Campo de Concentração Nazista"

Ser gay atualmente não é uma tarefa simples, imagine na época nazista. A obra conta a trajetória de Rudolf Brazda que recebeu a matrícula de número 7952 e foi mandado para campos de concentração por ser homossexual. De cinco homens que foram deportados com ele pelo mesmo motivo foram mortos e ele acabou sendo o único sobrevivente e também o único a ser marcado com um triângulo rosa.

Aos 97 anos, ele deixa um relato embasado em memórias e uma extensa pesquisa histórica. O livro passa da ascensão do nazismo na Alemanha à invasão da Tchecoslováquia, e conta detalhes do horror que era o campo de concentração de Buchenwald.

A obra é pioneira em detalhar como os homossexuais eram tratados nessa época nazista e também revela sem tatus como era a questão da sexualidade em um campo de concentração.

Os livros LGBT podem ser um ótimo passatempo, mas também podem ajudar pessoas homossexuais a enfrentar situações comuns, como a dificuldade de se assumir, e ajudar pais e outras pessoas que tem dificuldade em entender questões relacionadas a diferentes orientações sexuais.

    Leia tudo sobre: gay
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.