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Além da pontuação, quem visita a cidade também pode escrever um comentário sobre a receptividade local e dar dicas para outros viajantes

Ao fazer uma viagem, a escolha do destino também pode virar motivo de preocupação, principalmente para pessoas LGBT+. Além de selecionar um hotel, separar as roupas da mala e pesquisar sobre o local em um guia, as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros ainda precisam pensar sobre a intolerância que existe em determinadas regiões do mundo. 

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O guia interativo permite visualizara pontuação do lugar escolhido de acordo com as políticas pró-LGBT vigentes
Reprodução
O guia interativo permite visualizara pontuação do lugar escolhido de acordo com as políticas pró-LGBT vigentes


Para ajudar essas pessoas, a agência de publicidade FCB/SIX, em parceria com a organização canadense PFLAG, criou o guia interativo "Destination Pride", que classifica os destinos com base nas políticas pró-LGBT vigentes naquela cidade e mostra o quanto o local é amigável para viajantes LGBT+.

O site coleta informações da internet sobre as diferentes localidades e oferece um sistema de busca por destinos — cidades, estados ou países. Além disso, quem visita a cidade escolhida também pode fazer um comentário sobre a receptividade local, contar experiência de viagem e dar dicas e recomendações.

“Pode ser sobre pequenas coisas, como quais suposições os gerentes fazem de você quando se vai fazer um check-in sendo um casal homossexual”, explica Ian Mackenzie, diretor criativo da agência FCB/SIX, ao portal "Fast Company". “Desses micro-momentos até grandes coisas, como viajar para o Egito, onde há leis muito severas que dizem respeito à comunidade LGBT.”

Classificações

O site classifica as localidades de acordo com seis critérios, que são analisados em barras com as cores da bandeira do orgulho LGBT. São eles: o progresso sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo; leis sobre o direito ao relacionamento entre homossexuais; proteção à identidade de gênero, como direito a cirurgia de redesignação de sexo ou uso de nome social em documentos; leis contra a discriminação; direitos civis e liberdades, e sentimento dos usuários nas redes sociais, 

Assim, a localidade recebe uma pontuação de zero até 100, influenciada por esses critérios. Um local com menos de 50 pontos indica que os direitos legais para as pessoas LGBT+ são limitados e, acima de 70 pontos, mostra que existem leis de proteção e um sentimento positivo nas redes sociais. 

Pontuação dos locais

De acordo com os dados disponíveis atualmente no site, os países mais bem avaliados foram a Holanda e Espanha, com 77 pontos, o Reino Unido, 71, e Austrália, 67. Entre as pontuações mais baixas estão Arábia Saudita, 12, Uganda, 7, e o Egito, com 5 pontos. A Rússia, país sede da Copa do Mundo de 2018, está com 34 pontos. 

O Brasil está classificado no guia com 70 pontos, mas nem todas as capitais brasileiras estão com dados contabilizados. Em primeiro lugar, está São Paulo, com 76 pontos. Rio de Janeiro, Campo Grande, Goiânia, João Pessoa e Maceió fecham com 73 cada. Vitória, Brasília, Cuiabá, Macapá, Teresina, Aracaju e Palmas estão com 70. Abaixo disso estão Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis com 68 pontos, Natal, com 67, além Salvador e Fortaleza, com 65. 

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