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Norte-americano iniciou transição há dois anos e faz sucesso como modelo

Você pode até imaginar que, quando uma pessoa se assume como transgênero, ela passa a odiar todas as roupas que precisava usar por causa do gênero que era imposto. Mas este não é o caso do modelo  norte-americano Casil McArthur, de 18 anos, que não vê o fato de ter se assumido homem trans como motivo para não usar suas roupas consideradas femininas. Em uma publicação no Instagram, Casil conta o motivo de continuar usando vestidos mesmo após a transição de gênero.

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O homem trans Casil McArthur, 18, começou a transição de gênero há dois anos e continua usando vestidos
Reprodução/Instagram/dreads_of_a_mink
O homem trans Casil McArthur, 18, começou a transição de gênero há dois anos e continua usando vestidos

"Porque eu vivi toda a minha vida com a habilidade de gostar de vestidos, eu realmente os amo, e os homens podem usar o que quiserem. Então, por que eu pararia agora?”, explica o homem trans. “Sempre quis ser um homem bonito e não uma bela mulher. E assim sou eu, sendo o homem bonito que eu queria ser. Roupas devem fazer você feliz e não miserável”.

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Modelo e transição

Desde o início de sua transição há dois anos, Casil decolou em sua carreira como modelo. Já posou para a Calvin Klein, desfilou para Marc Jacobs, apareceu em campanhas publicitárias para Gap e Kenneth Cole e em editoriais de moda nas revistas W e Nylon.

Apesar de estar muito seguro de quem é, a estrada de Casil para o sucesso não foi fácil. Ele lutou com disforia de gênero por anos enquanto trabalhava como uma modelo mulher antes de tomar a decisão de sair para sua família e amigos há dois anos e começar o processo de transição tomando doses de testosterona.

Em dezembro de 2016, ele passou por uma cirurgia para remover as mamas e, um ano depois, compartilhou com os fãs no Instagram o que aprendeu. "Quando eu tinha 16 anos, minha transição parecia estar completamente fora de alcance. Nunca pensei em ser um modelo masculino. Eu assumi que a transição seria o fim da modelagem para mim. Mas eu realmente provei que estava errado", ele escreveu.

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"Eu gostaria de poder voltar e contar ao meu eu de 13 anos que tudo ficaria bem. Isso me salvaria da depressão e da ansiedade. Ainda assim, não me importo com a dor no coração nem as lições e os desafios que tive na vida. Eles me fizeram quem eu sou. Um homem forte e seguro de si mesmo”, finaliza o homem trans.

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