Tamanho do texto

Americana que fez a transição de gênero conta que os outros funcionários a chamavam pelo seu antigo nome e seu chefe se referia a ela como "isso"

Uma mulher transgênero dos Estados Unidos entrou com um processo contra a rede de supermercados Sam’s Club. Charlene Bost, de 46 anos, era funcionária do estabelecimento desde 2004 e foi demitida em março de 2015. Hoje, ela alega que perdeu seu emprego por causa do assédio moral que sofria no trabalho por ser transgênero. As informações são do site "BuzzfeedNews".

Leia também: Após morte de irmão,  mulher "super feminina" se assume como homem trans

Charlene conta que mesmo sendo transgênero os outros funcionários a chamavam pelo seu antigo nome masculino
shutterstock
Charlene conta que mesmo sendo transgênero os outros funcionários a chamavam pelo seu antigo nome masculino

Quando foi contratada em 2004, Charlene ainda não havia iniciado sua transição de gênero. Foi só em 2008 que a mulher transgênero passou a usar maquiagem e um corte de cabelo e roupas considerados femininos. Em 2010, ela já usava joias, perfumes e cabelo longo.

Apesar de alguns colegas de Charlene aceitarem bem a novidade, outros foram agressivos e passaram a maltratá-la e assediá-la moralmente com insultos e termos pejorativos, que eram frequentemente direcionados a mulher. Ela também conta que eles continuavam chamando-a pelo seu nome masculino e a tratavam como “algo estranho”.

De acordo com o processo, o chefe de Charlene era um dos que a ofendiam e, em conversa com um funcionário do estabelecimento, chegou a chamá-la de “isso”.

Leia também: Aos 6 anos, criança tem apoio dos pais para fazer transição de gênero

"Além disso, em várias ocasiões, ele iniciou um contato físico indesejável com a Sra. Bost - incluindo deliberadamente tropeçar nela para que ele pudesse sentir o corpo dela no dele, ter uma desculpa para bater e/ou tocar suas nádegas e colocar suas mãos sobre as dela ", acrescenta o processo.

Charlene chegou a denunciar os casos de assédio que ela sofria durante o expediente para a administração da empresa , mas seu relato foi chamado “reclamações triviais e incidentes isolados”.

Resposta da empresa

Em nota enviada ao BuzzFeedNews, o Walmart, dono da rede Sam’s Club, afirma que o grupo sempre busca “promover a diversidade e a política de inclusão” e que Charlene não foi demitida por transfobia, e sim “por motivos de performance”.

Leia também: Escola proíbe garota trans de usar banheiro feminino e causa revolta

O processo visa exigir que o Sam's Club e o Walmart adotem políticas que ofereçam oportunidades iguais para qualquer funcionário que se identifique como transgênero, além de pedir uma compensação para Charlene pelo o que ela passou no trabalho.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.