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Um dos motivos para o resultado é que casais formados por gays e lésbicas dividem as tarefas domésticas de uma forma mais equitativa

Casais homoafetivos podem ser muito felizes, sim! É o que diz uma pesquisa realizada pela Universidade de Queensland, na Austrália, que mostra que, muitas vezes, casais formados por pessoas do mesmo são mais felizes do que casais heterossexuais. O estudo foi feito com cerca de 35 mil indivíduos e examinou a qualidade do relacionamento de pessoas bissexuais, gays, lésbicas e heterossexuais na Austrália e no Reino Unido.

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Pesquisa mostra que casais homoafetivos podem ser mais felizes do que casais heterossexuais
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Pesquisa mostra que casais homoafetivos podem ser mais felizes do que casais heterossexuais

Segundo o resultado, a qualidade do relacionamento dos casais do mesmo sexo era tão alta quanto em casais heterossexuais no Reino Unido e era ainda maior na Austrália. A professora Janeen Baxter, diretora do Life Course Center (LCC) e uma das responsáveis pela pesquisa, explica o motivo: "Comparadas às relações heterossexuais, as relações entre pessoas do mesmo sexo tendem a ter acordos de trabalho doméstico mais equitativos, papeis de gênero menos definidos e um maior senso de conexão social com uma comunidade”.

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Para a professora, essas descobertas apoiam políticas para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e direitos de serem pais. "Os cônjuges do mesmo sexo têm sido objeto de intensos debates de mídia e políticos nos últimos anos, principalmente em relação aos direitos formais de se casar e criar filhos", diz Janeen. "Nossos resultados fornecem evidências sólidas para combater percepções sociais errôneas de que relações entre pessoas do mesmo sexo são conflituosas, infelizes e disfuncionais”.

E os bissexuais?

O estudo também descobriu que as pessoas bissexuais são as que têm maiores dificuldades em relação à qualidade de seus relacionamentos. Os autores sugerem que isso pode ser porque as pessoas bissexuais não se encaixam perfeitamente na comunidade heterossexual nem na comunidade gays e de lésbicas, o que, por sua vez, pode levar a conexões mais pobres e a níveis mais baixos de apoio social.

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"Nossas descobertas destacam a necessidade de dar mais atenção aos indivíduos bissexuais como um grupo distinto porque seus resultados são comparativamente pobres em relação aos outros casais", alerta a diretora.

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