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O caso de transfobia ficou conhecido após a mãe publicar um texto no Facebook contando que a filha transexual foi impedida de fazer rematrícula

O caso de Lara, uma estudante transexual de apenas de 13 anos, mobilizou as redes sociais após a mãe da menina acusar uma instituição de ensino de Fortaleza (CE) de transfobia. Segundo Mara Beatriz, a mãe da estudante, a escola disse que não seria possível renovar a matrícula de sua filha para 2018 por causa da identidade de gênero da adolescente e que ela deveria procurar outro lugar para estudar. Após a história ser divulgada nas redes sociais, ela finalmente teve um desfecho que deixou Mara aliviada.

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O caso de transfobia foi compartilhado no Facebook da mãe da estudante
Reprodução/Facebook
O caso de transfobia foi compartilhado no Facebook da mãe da estudante

A novidade foi divulgada, mais uma vez, no Facebook da mãe. Segundo a publicação, a família da estudante e a Escola Educar Sesc chegaram a acordo durante uma audiência no dia 4 de dezembro sobre o ressarcimento dos danos de transfobia sofridos pela aluna. Nele, de acordo com a mãe, ficou definido que a escola “vai custear a educação da adolescente, incluindo material escolar e fardamento completo, até o final do ensino médio em instituição a ser escolhida pelos pais da menor, desde que a adolescente não seja reprovada em nenhum ano letivo”.

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Mara também fez questão de agradecer às pessoas que a ajudaram durante o processo. “Obrigada à Defensoria Pública, na pessoa da Dra. Sandra Sá, e a cada um de vocês que vem nos prestando apoio e solidariedade. Que se abram novos tempos pra todos nós: com mais tolerância, amor e respeito”, escreveu a mãe.

Veja a publicação abaixo:


O caso

De acordo com Mara, a escola teria alegado que apesar de a adolescente ser “uma ótima aluna, com boas notas e comportamento”, era necessário que ela procurasse uma instituição que atendesse suas “necessidades”. Para a mãe, a filha que estudava no local desde os dois anos de idade foi vítima de preconceito.

“Simplesmente a expulsaram, a enxotaram. E quando eu questionei nos escorraçaram: ‘os acompanhem, já terminamos a reunião’. Lara e nós, pais, nunca nos sentimos tão constrangidos, humilhados, diminuídos, desrespeitados”, escreveu a mãe na publicação anterior.

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Ela também afirma que escola já vinha praticando transfobia em outros aspectos: “Desrespeitava o nome social , colocando o nome civil em todos os registros, tais como frequência, avaliações, boletins, a submetendo ao constrangimento. O banheiro feminino também lhe foi negado, com a recomendação que usasse o banheiro da coordenação”. Depois de toda repercussão, a história teve um desfecho feliz. 


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