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O casal de lésbicas foi filmado se beijando e trocando alianças na Tanzânia, país em que a homossexualidade ainda é considerada crime

Na região de Mwanza, na Tanzânia, um casal de lésbicas foi preso após um vídeo viralizar nas redes sociais com cenas de seu casamento. Milembe Selemani, de 35 anos, e Janeth Shonza, uma estudante universitária de 25 anos, aparecem se beijando e trocando alianças, prática que é condenável no país, que considera a homossexualidade um crime. As informações são do portal de notícias "Africanews".

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O casal de lésbicas foi preso por vídeo em que aparecem se beijando
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O casal de lésbicas foi preso por vídeo em que aparecem se beijando

Emmanuel Luvinga, o procurador do estado, afirmou ao magistrado que "as duas tinham cometido ofensas de lesbianismo em 31 de agosto de 2017". Ele acrescentou que as ações do casal de lésbicas eram contrárias à seção 138 (a) do código penal do país.

Além disso, duas outras pessoas também estão sendo julgadas pelo envolvimento na união das duas mulheres. Richard Fabian, de 28 anos, foi acusado de gravar o vídeo que circulou nas redes sociais. O outro acusado é Annet Mkuki, de 24 anos, supostamente o mestre da cerimônia de casamento.

A polícia da região de Mwanza disse que foram feitas mais prisões em relação ao caso em questão e que estava à procura de outros suspeitos que também estariam ligados ao evento.

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Homossexualidade ilegal

O comandante regional Ahmed Msangi disse que a incidência da homossexualidade, embora ilegal na Tanzânia, estava aumentando e que precisava ser condenada por toda a população. Ele pediu que fossem enviadas informações para policiais sobre outras pessoas envolvidas no ato.

O presidente da Tanzânia, John Magufuli, intensificou uma repressão contra a homossexualidade desde que entrou no poder em 2015 e ameaçou, em junho, prender e expulsar ativistas, além de cancelar o registro de todas as organizações não governamentais que fazem campanha pelos direitos dos homossexuais.

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Como a homossexualidade ainda causa muita repressão no país, os grupos de direitos humanos, segundo o portal de notícias, estão relutantes em defender publicamente os direitos dos homossexuais e outras pessoas LGBT do país, incluindo na situação do casal de lésbicas que foi preso.

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