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Estudo encontrou diferença nos genes de homens homossexuais e héteros, mostrando que é provável uma influência da genética na orientação sexual

Aparentemente, há, sim, a possibilidade de haver uma associação entre a genética e a orientação sexual de alguém. De acordo com um estudo publicado na "Scientific Reports", há regiões em cromossomos que parecem ser diferentes entre os homens que se identificam como homossexuais e os que se identificam como heterossexuais. Mas isso não significa que a genética é o único fator que influencia na sexualidade.

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De acordo com ume studo recente, é possível que exista uma relação entre a genética e a orientação sexual
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De acordo com ume studo recente, é possível que exista uma relação entre a genética e a orientação sexual

O estudo foi feito comparando o DNA de mais de mil homens gays – recrutados em paradas de orgulho LGBT – e mais de 1200 homens heterossexuais. Ao analisar as diferenças e semelhanças, a equipe de cientistas notou uma variação de genes que parecem estar ligados à orientação sexual.  

“Provavelmente, existam vários genes envolvidos nesta questão, e também podem existir homens héteros que têm estes genes que aumentam a probabilidade de um indivíduo ser gay, mas eles não necessariamente serão ou se comportarão como homossexuais”, disse Dr. Alan Sanders, psiquiatra do Instituto de Pesquisas Sanitárias da Universidade de NorthShore e um dos autores da pesquisa, ao portal de notícias estadunidense Newsweek.

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Não é só genética

O cientista ressalta que a pesquisa não é definitiva para afirmar que a genética é determinante na questão da sexualidade de homens heterossexuais ou homossexuais. "Um cenário comum neste tipo de pesquisa é que você vai ouvir as pessoas usarem uma espécie de taquigrafia como ‘o gene gay’, o que não é totalmente correto", explica.

Sanders estima que a genética pode contribuir cerca de 30% para determinar a homossexualidade, mas fatores como o ambiente e a sociedade também têm influência.

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Apesar de ser difícil entender a sexualidade humana, Sanders afirma que planeja continuar a pesquisa nesta área. "A orientação sexual é pouco estudada cientificamente, mas é uma área bastante importante para a biologia e para diferentes debates sociais e demais", afirmou. "Claro, há alguma controvérsia em coisas como esta. Mas acho que podemos lidar com isso neste momento. Parte disso, penso eu, reflete que as pessoas estão interessadas e curiosas sobre essas coisas".

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