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O material foi feito com o objetivo de evitar repressões violentas contra homossexuais durante a Copa do Mundo 2018, sediada na Rússia

A próxima Copa do Mundo será apenas em junho de 2018, mas os torcedores LGBT que planejam assistir aos jogos dentro dos estádios já devem se prevenir. A Fare (Football Against Racism in Europe), organização a favor da igualdade dentro dos estádios de futebol, lançou um manual orientando pessoas LGBT sobre como eles devem se comportar na Rússia, país sede dos jogos.

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Segundo o manual, pessoas LGBT devem ser cautelosas durante Copa do Mundo
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Segundo o manual, pessoas LGBT devem ser cautelosas durante Copa do Mundo

O material foi feito com o objetivo de evitar repressões violentas contra homossexuais no país que proíbe assuntos LGBT nas escolas e em que os homossexuais estrangeiros foram atacados. "O guia aconselha as pessoas gays a serem cautelosas em qualquer lugar que não seja visto como acolhedor para a comunidade LGBT. A mesma mensagem é dirigida a pessoas de cor negra, assim como a minorias étnicas. Vá para a Copa do Mundo, mas seja cauteloso”, afirmou Piara Powar, diretor executivo da Fare, ao “The Guardian”.

“Se torcedores gays caminharem pelas ruas de mãos dadas, eles estarão correndo perigo dependendo da cidade em que estão e da hora do dia”, completa Powar.

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Além disso, o guia também inclui algumas explicações detalhadas sobre a situação real da comunidade LGBT na Rússia. “Não é crime ser gay, mas existe uma lei contra a promoção da homossexualidade aos menores de idade. As questões relacionadas à comunidade LGBT não estão presentes no discurso público. Os homossexuais têm um lugar na Rússia bastante escondido e subterrâneo”.

A Fare também escreveu à Fifa em nome de dois grupos de torcedores da Grã-Bretanha e da Alemanha para pedir permissão para balançar uma bandeira de arco-íris dentro dos estádios durante os jogos.

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Punição por homofobia

Com medo de torcedores LGBT deixarem de ir para a Copa do Mundo, Fare está pedindo para a Fifa a introduzir uma regra oficial sobre ofensas homofóbicas. "Não há penalidade para homofobia nas regras da Fifa e deixamos claro que deveria haver. É crítico que haja uma mensagem clara sobre a capacidade da Fifa de agir nesses casos contra os torcedores responsáveis", afirma o diretor da Fare.

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