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Casal gay alega que funcionário teria dito que eles não poderiam ter aquele comportamento quando estavam em um spa dentro do hotel

Um casal gay alegou ter sido vítima de homofobia durante a estadia em um hotel na Itália. Alessando Curti, de 21 anos, e Antonio Camposano, de 22, estavam em uma banheira dentro do spa do hotel Terme Merano, localizado em Trentino-Alto Ádige, região norte da Itália, quando um funcionário do estabelecimento pediu para a dupla parar de trocar carícias naquele ambiente. As informações são da Ansa.

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O casal gay estava no spa do hotel quando foi abordada pelo funcionário
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O casal gay estava no spa do hotel quando foi abordada pelo funcionário

A agência de notícias diz que, segundo a imprensa italiana, um cliente que também estava no spa se sentiu incomodado com o comportamento do casal gay e pediu para que um salva-vidas tomasse providências: “Gente, não é discriminação, mas não façam isso aqui porque têm crianças”, teria dito o funcionário ao casal. 

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Os dois homens foram até a recepção para contar o que havia acontecido, mas a diretoria do hotel alegou que condutas “inadequadas”, mesmo entre “casais normais”, não são aceitas no estabelecimento.

Grandes ativistas LGBT, Curti e Camposano são membros da maior associação de defesa dos homossexuais da Itália, a Arcigay. O presidente da entidade, Alberto Nicolini, criticou o incidente e a postura do estabelecimento. “Aos responsáveis, solicitamos reembolso dos dois tíquetes e da viagem paga pelo casal. Pedimos que uma igualdade de tratamento seja estabelecida imediatamente, o que vale para os heterossexuais deve valer para qualquer outra relação afetiva”, disse Nicolini.

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Homofobia na Itália

A Itália, país em que um casal gay ainda não pode se casar legalmente, tem dado alguns passos para tentar diminuir o preconceito e a homofobia. No Dia Mundial contra a Homofobia, que é celebrado 17 de maio, o atual presidente, Sérgio Mattarella, fez um discurso em que pedia que a sociedade lutasse contra qualquer tipo de intolerância. "A homofobia e a transfobia violam a dignidade humana, lesam o princípio de igualdade e suprimem a liberdade e o afeto das pessoas. Ninguém pode sofrer qualquer forma de perseguição com base na orientação sexual”, afirmou o presidente na ocasião.

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