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Segundo o governo, o motivo da proibição por tempo indeterminado é que obras LGBT oferecem “riscos para a segurança pública”

A capital da Turquia, Ancara, proibiu a exibição pública de filmes e exposições relacionadas a questões LGBT, informou o gabinete do governador no domingo (19). O motivo, de acordo com o comunicado, é que as obras oferecem “riscos para a segurança pública”.  As informações são da agência de notícias ANSA.

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Governo afirma que obras LGBT oferecem
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Governo afirma que obras LGBT oferecem "riscos para a segurança pública"

"A partir de 18 de novembro, preocupando-se com a sensibilidade pública de nossa comunidade, qualquer evento LGBT como cinema, teatro, painéis, entrevistas e exposições estão proibidos por um período indefinido em nossa província para providenciar paz e segurança", informou o governo no comunicado.

A medida do governo turco deverá causar ainda mais atritos entre os ativistas dos direitos humanos e os aliados ocidentais da Turquia sobre questões relacionadas a liberdades civis no país, que atualmente está sob o comando do presidente Recep Tayyip Erdogan.

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Na última semana, as autoridades de Ancara já haviam proibido um festival de cinema gay alemão na cidade, um dia antes da abertura, alegando que o evento traria riscos à segurança pública e havia chances de acontecer algum atentado terrorista no local. Além disso, desde 2015, a famosa parada de orgulho gay realizada na Turquia também foi banida de Istambul.

Ao contrário de muitos países muçulmanos, a Turquia não considera a homossxualidade um crime, mas, mesmo assim, ainda há muito preconceito contra a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.

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Outro caso

A série da Disney apresenta um personagem adolescente gay
Divulgação
A série da Disney apresenta um personagem adolescente gay

Não é a primeira vez que obras são barradas por retratarem questões LGBT. Quando foi lançado, o filme de live action "A Bela e Fera" gerou polêmica em diversos países por conta de um personagem gay. Em um caso recente divulgado pela mídia, a série “Andi Mack”, do Disney Channel, foi banida da Quênia por apresentar um personagem adolescente que se descobre gay. “Conteúdo gay não será exibido no Quênia. Ponto. Quando se trata de proteger as crianças da exposição ao conteúdo ruim, somos determinados e não iremos voltar atrás. A instituição da família é santificada”, afirmou Ezekiel Mutua, CEO do Kenya Film Classification Board, organização que dá classificações indicativas para obras de ficção.


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