Tamanho do texto

O material entregue pela professora durante a aula de saúde inclui questões como transição de gênero e sexo entre casais homoafetivos

Uma professora de uma escola pública em Nova York, nos Estados Unidos, foi suspensa após entregar um material  que falava sobre questões LGBT, como transição de gênero e relação sexual entre casais homoafetivos, para alunos de 11 anos. A atitude da professora foi criticada pelos pais, que pediram que a escola tomasse medidas. As informações são do portal “The Post Star”

Leia também: 8 formas de deixar sua escola mais amigável para os estudantes LGBT

Pai de um dos alunos considerou o material divulgado como pornográfico
shutterstock
Pai de um dos alunos considerou o material divulgado como pornográfico

O superintendente escolar Vince Canini disse que os pais estavam preocupados com o material entregue pela professora que explicava termos como homofobia, intersexo, poliamor, pansexual, bissexual, cisgênero e não-conformismo de gênero. Além disso, também havia uma parte do material que falava sobre transgêneros e como é o processo para mudar de gênero.

Canini disse que preferia não identificar a professora, mas confirmou que a escola tem apenas uma professora de saúde, que está listada como Jacqueline Hall.

Leia também: Ilustrações de jovem trans são censuradas por escola e caso tem reviravolta 

"Os pais têm preocupações, e eu tenho também", falou o superintendente. "Nós nunca tivemos esse problema antes. Podemos ter de fazer algumas mudanças políticas por causa disso", finalizou.

Reação dos pais

O caso ficou conhecido após Sirrel Fiel, pai de um dos alunos, ter publicado um vídeo no Facebook em que mostra o material recebido pelo filho e o descreve como "pornografia financiada pelo estado". O vídeo, que já tem mais de 700 mil visualizações e causou uma onda de revolta em outros pais que também concordaram que aquilo não deveria ser ensinado às crianças.

"Quando se trata de ensinar nossos filhos certas coisas, isso deve ser deixado para nós e não para a escola”, disse Sirrel, que encorajou outros pais a confiscarem o material na mochila dos filhos. "Cirurgia de reconstrução genital!" exclamou. "Isso é realmente algo que um garoto de 11 anos deveria estar aprendendo? Não. Acho que não”. Ele ainda diz que os pais deveriam ter sido informados antes da aula ser realizada. "Eles estão literalmente tirando a inocência de nossos filhos todos os dias com isso".

Leia também: Índia abre primeira escola para transgêneros

Sirrel ainda afirma que os alunos deveriam ser ensinados a não xingar as pessoas pela orientação sexual, mas que outras coisas não deveriam ser ensinadas pela professora. "Não tenho nenhum problema com a escola falando sobre diversidade. Os homossexuais estão por aí e as crianças precisam saber sobre isso. Mas o problema é que isso foi longe demais para os jovens de 11 e 12 anos”.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.