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Presidente da Universidade de Cleveland fez um comunicado dizendo que os cartazes são apenas uma forma de liberdade de expressão

Um cartaz encorajando o suicídio de pessoas LGBT foi colado na Universidade Estadual de Cleveland, nos Estados Unidos, e gerou uma discussão sobre a  liberdade de expressão. Enquanto parte dos alunos considera o cartaz um discurso de ódio contra pessoas LGBT, o Presidente da instituição enviou um comunicado sobre o assunto dizendo que irá “continuar protegendo a liberdade de expressão para assegurar que todas as vozes possam ser ouvidas”. O assunto foi divulgado pelos alunos nas redes sociais.

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O cartaz sobre suicídio de pessoas LGBT foi colado em uma Universidade dos Estados Unidos
Reprodução/Twitter/SoSayWeAll777
O cartaz sobre suicídio de pessoas LGBT foi colado em uma Universidade dos Estados Unidos

Os cartazes mostram a silhueta de um ser humano pendurado pelo pescoço por uma corda, cercado de estatísticas sobre suicídios relacionados a pessoas LGBT: 34% dos transgêneros já tentaram suicídio, 30% dos suicídios são cometidos por pessoas LGBT e mais de 40% dos bissexuais já pensou em tirar a própria vida. Acima disso, há a frase “ Sigam os seus companheiros ‘bichas’”. Na parte de baixo do cartaz está escrito “Fascist Solutions” (Soluções Fascistas, em tradução livre).

Resposta da faculdade

O Presidente da Universidade de Cleveland, Ronald Berkman, enviou uma declaração aos alunos, professores e funcionários. Nela, Berkman afirmou que a universidade respeita e inclui todas as pessoas "independentemente da idade, raça, cor, religião, origem nacional, orientação sexual e outras bases históricas para a discriminação".  

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Mas, segundo o comunicado, a escola também tem a responsabilidade de defender o direito da Primeira Emenda e liberdade de expressão "mesmo em relação a questões controversas que dividem opiniões". “Nós iremos continuar protegendo a liberdade de expressão para assegurar que todas as vozes possam ser ouvidas e promover um discurso em que o resultado desejado é o crescimento educacional”.

A resposta oficial não agradou grande parte dos alunos, que mostrou insatisfação no Twitter. “Isso é uma desgraça e você deve ter vergonha de sua incapacidade de apoiar e proteger seus alunos”, escreveu uma estudante. “Desde quando discurso de ódio sugerindo que pessoas se suicidem é protegido pela primeira emenda?”, questionou outra aluna.

"Isso não é defesa de liberdade ou neutralidade @PresBerkman, é um endosso covarde da violência e haverá sangue em suas mãos", tuítou um usuário marcando o presidente:

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Após as críticas por não proteger os estudantes LGBT, Ronald Berkman voltou a se pronunciar e postou novo comunicado em seu Twitter. “Apesar de achar a mensagem no cartaz repreensível, o quadro jurídico atual em relação ao discurso livre dificulta prevenir que este tipo de mensagem não seja espalhada”.

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