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Menina de seis anos foi avisada pelos professores que não poderia usar o banheiro feminino. Situação revoltou a mãe da criança

Com o apoio dos pais, a pequena Emma Smith, de seis ano e que nasceu do sexo masculino, vive como uma menina há um ano. Apesar de ser aceita pela família, a garota da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, sofreu com momentos constrangedores na escola, sendo chamada diversas pelo seu nome masculino e impedida de usar o banheiro feminino.

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Emma Smith se comporta como uma garota desde os primeiros anos de vida
Reprodução/Facebook/Amy Young Smith
Emma Smith se comporta como uma garota desde os primeiros anos de vida

Segundo a mãe, Amy Smith, os professores disseram à filha que ela deveria usar o banheiro masculino, mas a garota ficou com medo de implicarem por ela estar de vestido e, então, ela fez xixi nela mesma algumas vezes por não conseguir se segurar. "Até disseram que ela não tinha permissão para abraçar ninguém. Eu disse a ela que, claro, poderia, desde que concordasse e a outra pessoa quisesse ser abraçada”, conta a mãe para o "Daily Mail".

"A maneira como Emma foi tratada pelos professores ensinou ao resto de seus colegas de classe que eles podiam desrespeitar a Emma por ser quem ela é. Foi horrível”, desabafa a mãe.

“Eu expliquei muitas vezes que só porque alguém é um adulto não significa que eles estão sempre certos”, continua Amy. "Eu tentei perdoar a escola porque pensei que eles estivessem aprendendo, mas o que eles fizeram foi muito prejudicial".

Depois desses episódios, Amy mudou a filha para uma nova escola e diz que, agora, a menina é respeitada. De acordo com a mãe, Emma agora é uma “criança diferente” e até quer ser professora.

Transição

Amy conta que sua filha deu os primeiros sinais de que se sentia uma menina quando tinha apenas três anos de idade, enquanto gritava e chorava por estar vestida com roupas de meninos. "Emma ficava muito angustiada quando a vestíamos com roupas de meninos. Eu podia ver que ela estava passando por uma luta interna e tentando me dizer em todos os idiomas de uma criança que ela não estava feliz ", diz a mãe.

"No início, eu queria manter uma aparência tranquila, então eu a deixava usar roupas de menina quando ela estava em casa e a vestia com roupas de meninos quando saíamos, para evitar comentários desagradáveis ​​e milhões de perguntas”, conta Amy. Hoje, a mãe sente culpada por isso.

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Os pais chegaram a pensar que era apenas uma fase, mas depois perceberam que deviam respeitar as vontades da filha e tentar entender o que estava acontecendo com ela. "Nós passamos inúmeras noites pesquisando e tentando entender se uma criança tão jovem pode ser transgênero", fala Amy. "Devo ter encomendado cerca de oito livros diferentes para me ajudar a entender”. Conhecendo os sinais da disforia de gênero , ela passou a reconhecê-los em Emma.

Quando Amy tinha cinco anos, um terapeuta contou aos pais que era era transgênero, o que, no fundo, eles já sabiam. "Foi um grande alívio saber o que estava acontecendo e ter esclarecimentos sobre o fato de termos feito o que é certo”, diz Amy. No começo, o pai não aceitou bem, enquanto a mãe só queria proteger a filha. Entretanto, o pai logo entendeu a situação e agora diz que “não tem idéia do que ele achou de tão estranho, ou porque ele não podia ver que era exatamente quem ela era”.

"Emma nunca esteve confusa sobre quem ela era - nós éramos os confusos. Mas uma vez que percebemos, era como um momento de lâmpada. Pouco depois de visitar o terapeuta, Emma pediu às pessoas que não a chamassem mais pelo seu antigo nome - Colton - para sempre", detalha o pai.

Apesar de Emma ser muito mais feliz com a sua verdadeira identidade, Amy ainda enfrenta críticas constantes de outros pais, que a acusam de “forçar seu filho a ser alguém que ele não é”. “As pessoas pensam que eu queria uma filha - isso sempre é a primeira coisa que falam. Eu fui acusada de arruinar a vida do meu filho, mas tudo que eu quero fazer é deixá-la se expressar e ser feliz”.

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"As pessoas não precisam concordar, mas precisam me respeitar o suficiente como mãe para confiar em mim para tomar a decisão certa para a minha filha". Enquanto isso, Amy e Kevin começaram a economizar para ajudar a pagar a transição de Emma no futuro, se for a vontade da garota.

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