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Daryll Rowe, da Escócia, conhecia homens em aplicativo de namoro e os convencia a fazer sexo sem camisinha para transmitir HIV

O cabeleireiro Daryll Rowe, de 26 anos, está sendo acusado de insistir para ter relações sexuais desprotegidas com seus parceiros para contaminá-los com HIV, o vírus causador da AIDS. Segundo a corte que recebeu a denúncia, Daryll conhecia outros homens no Grindr - um aplicativo de namoro - e pedia para fazer sexo sem camisinha, dizendo que não tinha HIV. Quando os parceiros insistiam em usar preservativos, ele os furava propositalmente. As informações são do jornal "The Guardian". 

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Daryll é acusado de transmitir HIV de propósito aos parceiros sexuais
Reprodução/Facebook/Daryll Jack Thomas Rowe
Daryll é acusado de transmitir HIV de propósito aos parceiros sexuais

Daryll, que é originalmente de Edimburgo, na Escócia, é acusado de infectar quatro homens com o vírus e tentar infectar mais seis entre outubro de 2015 a dezembro de 2016. De acordo com o jornal britânico, ele foi diagnosticado com HIV em abril de 2015, depois que uma clínica de saúde sexual entrou em contato com ele para dizer que seu ex-parceiro era portador do vírus.

Ainda segundo o jornal, depois da relação sexual, ele enviava uma mensagem aos parceiros confessando que tinha o vírus e zombando da situação: "Talvez você esteja doente. Entrei dentro de você e eu tenho HIV HAHA. Uops!", recebeu um dos homens que havia feito sexo com Daryll. A promotora Caroline Carberry QC descreveu seus supostos crimes como "uma campanha cínica e deliberada para infectar outros homens com HIV".

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Os médicos acreditavam que ele estava lidando bem com seu diagnóstico, disse Caroline ao tribunal, mas eles estavam preocupados quando Daryll recusou a vacinação para doenças comuns que os portadores do vírus correm o risco de adquirir, como a pneumonia. Eles também não entenderam quando Daryll recusou tomar medicamentos que podem retardar o desenvolvimento do vírus e tornar os infectados menos contagiosos.

De acordo com a promotora, Daryll foi advertido de que poderia ser processado por transmitir o vírus ou colocar alguém em risco de contraí-lo. "Ele disse a seus médicos que ele não faria sexo desprotegido novamente, mas não foi para suas consultas em Edimburgo e depois se mudou para Brighton”.

Os parceiros de Daryll

Um dos homens que fez a denúncia alegou que fez o teste para o vírus na manhã em que se encontrou com Daryll, e o resultado foi negativo. Ele disse que não fez sexo novamente depois disso e foi diagnosticado com o vírus dois meses depois.  

Em um telefonema para outro parceiro, que havia insistido em usar camisinha, Daryll disse: "Eu furei o preservativo. Você é tão estúpido. Você nem percebeu”. Outro homem disse que teve apenas um parceiro sexual antes de Daryll e que o considerava seu namorado.

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A juíza Christine Henson concedeu a todas as vítimas o direito ao anonimato ao longo da vida e a opção de apresentar provas pelo computador para que não tenham que ver Daryll pessoalmente no tribunal. Após a apresentação das denúncias, a polícia lançou a "Operação Brickhill" e um aviso de saúde pública para toda a comunidade na área de Brighton para procurar mais possíveis vítimas de Daryll que possam ter adquirido HIV.

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