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Após grupo aparecer com bandeira que remete ao movimento LGBT em show de banda libanesa, uma caça aos homossexuais começou no país

A Anistia Internacional revelou neste sábado (30) que um grupo de homens egípcios que foram presos por “promover desvios sexuais” nas redes sociais terão de passar por um exame anal antes do julgamento, marcado para este domingo (1º).

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Bandeira que remete ao movimento LGBT que foi levada em show no Egito foi motivo de caça aos homossexuais no país
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Bandeira que remete ao movimento LGBT que foi levada em show no Egito foi motivo de caça aos homossexuais no país

As prisões foram decretadas na noite do dia 27 de setembro, após o grupo ser visto levando uma bandeira de arco-íris em um show da banda libanesa Mashrou' Leila, cujo vocalista é homossexual.  Após o ocorrido, uma forte repressão contra a homossexualidade foi iniciada. O exame anal, de acordo com a Autoridade de Medicina Forense, tem objetivo de indicar se os presos tiveram relações sexuais com pessoas do mesmo sexo.

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“A Anistia Internacional acredita que os exames violam a proibição de tortura e outros maus tratos segundo a lei internacional”, informou em nota. "O fato de o Ministério Público do Egito priorizar a caça de pessoas com base em sua aparente orientação sexual é absolutamente deplorável. Esses homens devem ser libertados imediatamente e incondicionalmente – não colocados em julgamento", afirmou Najia Bounaim, diretora de Campanhas para o Norte da África na Anistia Internacional.

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Najia disse ainda que o uso de testes físicos invasivos nos detentos é um costume das autoridades egípcias, e que a prática equivale à torturas. Para ela, os planos para realizar esses testes devem ser interrompidos imediatamente.

Caça a homossexuais

A organização não governamental revelou também que desde o dia 22 de setembro, quando ocorreu o show da banda libanesa, diversas denúncias ocorreram sobre perseguições de autoridades a pessoas que mantém relações com pessoas do mesmo sexo. Após o grupo aparecer carregando a bandeira de arco-íris, uma forte pressão popular, inclusive da mídia local, pediu para que eles fossem devidamente punidos.

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