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Aos três anos de idade, o garoto transgênero Derek, que era chamado de Talia, contou à mãe que era um menino

Desde os dois anos de idade, a pequena Talia, do Reino Unido, já não mostrava estar satisfeita com o seu gênero e tinha preferências por “coisas de menino”. Aos três, ela revelou à mãe, Mienna, que não queria ser um menino, mas que realmente era um. Com o apoio da família, Talia, que agora é chamado de Dexter, passou por uma transição e está vivendo sua vida como um garoto transgênero de seis anos.

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Derek é um garoto transgênero de apenas seis anos de idade
Reprodução/Daily Mail
Derek é um garoto transgênero de apenas seis anos de idade

Mienna diz ao jornal britânico "Daily Mail" como foi entender que a filha passaria por uma transição. “Ela odiava o filme de princesa  Frozen e assistiu a ET no lugar", conta à publicação. "Quase todos os seus amigos eram meninos e ela não parecia se identificar com as meninas. Quando eu a elogiei por ser uma ‘boa garota’, ela discordou: ‘Eu não sou uma garota, eu sou um menino’”, detalha a mãe da criança.

Descobrindo-se transgênero

Antes de questionar sobre o gênero de Talia,  a mãe não via nada demais na maneira como a filha agia. "Eu era uma garota sapeca e pensei que ela também seria", diz Mienna. Porém ao observar o comportamento de Talia, um amigo da família questionou a possibilidade de a criança ser trans- uma ideia que Mienna prontamente rejeitou.

"Eu tinha ouvido falar de transgêneros nas mídias sociais e na televisão, mas nunca conheci uma criança trans - nem Talia - e isso nunca passou pela minha cabeça”. Mas quando sua filha foi ficando cada vez mais infeliz, a mãe começou a perceber que poderia ter algo a mais.

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"Ela dormia pouco e chorava constantemente. Eu assumi que ela estava apenas estressada, mas quando ela se aproximou do aniversário de quatro anos, eu me perguntei se poderia ser verdade a questão sobre ser transgênero. Ela era tão persistente em seu modo de falar e comportamento", explica a mãe. Após a filha confessar ser um menino, a família foi em busca de ajuda de profissionais para lidar com a situação.

Com o apoio dos pais e de seus professores, Talia mudou seu nome para Dexter e foi para uma clínica para transgêneros em Londres, onde era um dos pacientes mais jovens. Disseram à Mienna que Dexter tinha disforia de gênero, uma condição em que a pessoa não se identifica com o gênero de nascimento. Disseram que ele ainda se sentiria assim quando chegasse à puberdade, mas que poderia tomar medicamentos para bloquear as mudanças corporais e facilitar a transição de fato para homem na fase adulta.

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Mesmo apoiando Dexter, Mienna admite que não tem certeza absoluta de que é o correto. "Apesar de ser uma jornada horrível, eu fico grata por estarmos lidando com isso agora. Deve ser um grande tormento descobrir que é transgênero durante os anos complicados de adolescência”, conta a mãe.

Por enquanto, a transição foi no nome e nas roupas da criança. "Para mim, seria extremamente errado forçar Dexter a viver como Talia, porque ele era tão infeliz", diz a mãe, que ainda ressalta a importância de ter acompanhamento neste momento. "Estamos muito longe de iniciar qualquer tratamento ou cirurgia, mas estar sob os cuidados da clínica nos faz sentir que estamos em boas mãos”.

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