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A modelo transgênero Andreja Pejic faz sucesso e já saiu em capa de revistas famosas como "Vogue" e "GQ", mas sofre com perguntas sobre a vida pessoal

Não é fácil se assumir como transgênero , ainda mais quando a mídia fica pressionando para saber sobre sua vida pessoal. É o caso de Andreja Pejic, considerada um modelo andrógino até que, em 2014, revelou que era uma mulher transgênero. Apesar de fazer sucesso profissional, com diversas capas de revistas na carreira, muitas vezes querem mais saber sobre seu corpo e sua transição de gênero do que sobre o trabalho. 

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Andreja Pejic é um grande sucesso no mundo da moda
Reprodução/Instagram/andrejapejic
Andreja Pejic é um grande sucesso no mundo da moda

“Algumas vezes, eu fico cansada de responder perguntas sobre a minha vagina”, disse Andreja Pejic  ao site "Refinary29". “A minha história dá mais visibilidade para a minha carreira e me deixa mais memorável? Eu acho que sim. Mas eu tenho que ter a minha vida pessoal”.

Além disso, ela também reclama sobre os títulos que as matérias utilizam para falar sobre ela. "Eu odeio ver títulos de artigos dizendo 'modelo masculino'”, comenta Andreja. “Ou aqueles que eram sensacionalistas e colocavam uma imagem bonita minha e escreviam ‘este é um homem’”.

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Carreira como modelo

Nascida na Bósnia, Andreja iniciou sua carreira como modelo aos 16 anos. Ela ficou famosa no mundo da moda em 2011, quando desfilou tanto a coleção feminina quanto a masculina para a grife Jean-Paul Gaultier. Foi neste momento que ela ficou conhecida como a modelo mais versátil do mundo, e a figura andrógina mais famosa também.

Em 2014, ela revelou que era uma mulher transgênero e passou a discutir sobre a questão LGBT publicamente. Ela ficou ainda mais famosa e virou capa de grandes revistas de moda, como a "Vogue" e a "GQ".

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Apesar de ainda enfrentar preconceito por ser trans, Andreja Pejic revela que sabe que está em uma posição privilegiada e que ainda há muito caminho para a comunidade LGBT. "Eles olham para a exposição que temos na mídia e agem como 'aparentemente as pessoas trans são aceitas agora”, ela diz. “Estar na capa de uma revista é legal e eu sou grata, mas isso não vai tirar as pessoas da pobreza.”

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