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Os dados apontam que bissexuais são os que mais sofrem com ansiedade

Uma pesquisa realizada no Reino Unido mostra que as pessoas que se identificam como gays, lésbicas ou bissexuais sofrem mais com distúrbios de ansiedade do que indivíduos heterossexuais. Além disso, também foi constatado que pessoas LGBT possuem uma satisfação menor com a própria vida.

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A ansiedade é mais frequente em pessoas LGBT do que em heterossexuais
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A ansiedade é mais frequente em pessoas LGBT do que em heterossexuais

Os dados do grupo de pesquisa “Office for National Statistics” mostram que a ansiedade é mais frequente em pessoas bissexuais; três em cada dez pessoas (30,1%) que se identificam como bissexuais classificam a ansiedade como alta, dando uma nota de seis em dez. No caso dos que se identificam como heterossexuais, duas em cada dez pessoas (19,5%) relatam ter ansiedade alta.  

Também há uma diferença em relação ao bem-estar ; a pesquisa mostra que a satisfação com a vida é razoavelmente maior para pessoas que se identificam como heterossexuais (7,6 em cada 10), em comparação com 7,2 para os respondentes bissexuais e 7,4 para pessoas gays ou lésbicas.

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Os números baseiam-se no conjunto anual de dados de três anos da Pesquisa Populacional Anual, uma pesquisa realizada com cerca de 300 mil pessoas de mais de 16 anos entre janeiro de 2013 e dezembro de 2015.

Por que isso acontece?

Essa foi a primeira vez que o grupo de pesquisa produziu estimativas que relacionam bem-estar pessoal com a orientação sexual das pessoas. Em pesquisas anteriores, foi identificado que a saúde geral, o emprego e o status de relacionamento são mais relacionadas com o bem-estar pessoal.

Outros fatores que influenciam os resultados apresentados na pesquisa podem incluir a qualidade da saúde , discriminação no acesso a serviços (incluindo serviços de saúde) e no local de trabalho.

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Deve-se também reconhecer que essas estimativas não explicam outros fatores potenciais que podem influenciar as classificações de bem-estar e ansiedade. Uma pesquisa realizada em 2015 mostra que é mais provável que moradores de Londres se identifiquem como lésbicas, gays ou bissexuais. Outra pesquisa mostrou que o bem-estar de cada pessoa é geralmente menor em Londres, mas isso não significa que o bem-estar esteja necessariamente ligado à orientação sexual. 

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