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Soldados homossexuais foram expostos por meio de aplicativos de namoro

Estudantes ativistas estão tentando ser presos em um esforço para apoiar soldados perseguidos por serem homossexuais. Os alunos começaram a gritar "prenda-me também" em campi universitários em toda a Coreia do Sul após as detenções de soldados e militares homossexuais.

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Soldados suspeitos de serem gays foram expostos por meio de aplicativos de namoro
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Soldados suspeitos de serem gays foram expostos por meio de aplicativos de namoro

De acordo com o grupo Military Human Rights Center for Korea (Centro Militar de Direitos Humanos da Coréia, em tradução livre), o general Jang Jun-kyu, chefe de estado-maior do exército na Coréia do Sul, lançou um "processo de rastreamento" para encontrar soldados suspeitos de serem gays por meio de perfis falsos em aplicativos de namoro.

Um cartaz apareceu em uma instituição da Coreia do Sul, a Sungshin Women's University, com a seguinte frase: "Se os militares gays são criminosos, então os casais de mulheres universitárias também são criminosos. Então, prenda-nos também”.

Outro cartaz colado na universidade fazia menção a um concorrente à presidência do país, Moon Jae-in, um ex-advogado de direitos humanos. Ele chocou os simpatizantes quando declarou que se opõe à homossexualidade.  "Eu tive de ouvir o candidato presidencial que é provável que ganhe a eleição dizendo: 'Eu não apoio a homossexualidade, mas não deve ser punido. Mas não promulgo legislação anti-discriminação'", dizia o cartaz.

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Embora a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo não seja ilegal no país, o exército mantém um código de conduta que proíbe a homossexualidade entre militares . Além disso, o serviço militar é obrigatório no país. Sob a lei sul-coreana, um soldado que comete "sodomia" ou "outra conduta vergonhosa" pode enfrentar até dois anos de prisão.

Entenda o caso

O general Jang Jun-kyu iniciou, na Coréia do Sul, um "processo de rastreamento" para encontrar suspeitos de serem homossexuais. Isso incluiu a criação de perfis falsos em aplicativos de namoro para rastrear combatentes homossexuais e depois expô-los.

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Acredita-se que o processo tenha identificado 50 soldados, 20 dos quais agora enfrentam acusações sob as leis militares anti-homossexualidade do país. Vários combatentes relataram terem sido expulsos e punidos como parte da caça, de acordo com o grupo.

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