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Rebecca tornou-se bailarina depois que mulheres transexuais foram permitidas em classes de balé para o público feminino; confira a história

Uma dançarina de balé amadora transgênera está chamando atenção desde que passou no exame da Academia Real de Dança. Sophie Rebecca, de 35 anos, trabalhou como piloto de corrida por muitos anos, mas abandonou o esporte à medida que fez a transição para o sexo feminino, decidindo seguir seu sonho secreto de se tornar uma bailarina.

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Após transição, Rebecca decidiu seguir sonho de ser bailarina
Reprodução/Youtube
Após transição, Rebecca decidiu seguir sonho de ser bailarina


Conheça a história

Em entrevista à "BBC", ela comenta: "Eu estava tentando o meu melhor para ser viril, mas muito daquilo era apenas aparência. Eu estava tentando fugir de quem eu era”. Sophie foi autorizada a entrar na classe de balé depois que a academia abandonou as regras que impediam as mulheres trans de participar de aulas para o público feminino em 2013. E agora, dois anos e meio mais tarde, ela se tornou a primeira bailarina trans a alcançar sua qualificação de "fundação intermediária", passando com mérito.

"Eu não sou transgênera porque eu danço e não danço porque sou transgênera. Eu danço porque eu sou uma dançarina . Acontece que eu sou transgênera”, afirma Sophie. “É uma paixão, é a maneira que me faz sentir algo e é perfeito. Sou eu." A emissora estava filmando enquanto Sophie obtinha os resultados de seus exames e chorando quando descobriu que ela havia passado com mérito.

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Sua professora de balé , Lynne Reucroft-Croome, acrescentou que Sophie estará em desvantagem dançando durante a transição e fazendo o tratamento de hormônios porque terá alterações da força muscular. "Nós vamos perder força nos movimentos mais lentos, mais controlados quando a perna é levantada do chão. Esperamos que isso diminua e teremos de reconstruir”, afirma.

No entando, a professora acrescenta que a transição de Sophie não tinha sido um problema nas aulas de dança . Reucroft-Croome disse: "Eu pensei que era incomum porque era uma situação que eu nunca tinha visto antes, mas o que é estranho [sobre ele]? Não estou julgando ninguém", afirma.

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Ela acrescenta: "Ser capaz de entrar nesse estúdio e ser julgada por nada mais do que minha capacidade de dançar significa o mundo para mim”. Apesar de amar dançar, Sophie sabe que nunca vai ser uma profissional na área "Eu nunca serei um profissional, não tem nada a ver com ser trans, mas com a chegada tardia. Eu nunca me apresentei no palco e é improvável que eu venha a fazer isso. Se isso acontecer, acho que eu ficaria mais confortável em referir a mim mesma como uma bailarina", finaliza.

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