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A pesquisa durou décadas e comparou mães que receberam o hormônio com outras que não receberam a substância. Veja os detalhes

Em um estudo realizado pelo Instituto Kinsey, em Indiana, nos Estados Unidos, foi visto que mães que receberam doses do hormônio progesterona tinham cinco vezes mais chances de terem um filho que se sente atraído pelos dois sexos.

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 Mães que receberam doses de progesterona tinham cinco vezes mais chances de ter um filho que se sente atraído pelos dois sexos.
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Mães que receberam doses de progesterona tinham cinco vezes mais chances de ter um filho que se sente atraído pelos dois sexos.

A progesterona ocorre naturalmente em homens e mulheres e, muitas vezes, é usada para aumentar a fertilidade, para manter o desenvolvimento do feto e também para evitar abortos espontâneos ou nascimentos prematuros. E, segundo estudo, essa substância pode ter ligação com a orientação sexual da criança que está sendo gerada. 

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Detalhes do estudo

O estudo, que começou em 1959, acompanhou 34 pessoas dinamarquesas - 17 homens e 17 mulheres. Metade recebeu o hormônio e a outra metade não. Os participantes foram selecionados porque as mães recebiam doses do hormônio para evitar um aborto espontâneo.

Os pesquisadores descobriram que 21 por cento dos filhos das mães que estavam sob tratamento com o hormônio se identificaram como algo diferente de heterossexual, em comparação com zero dos que não foram expostos ao hormônio.

Além disso, 29% das pessoas expostas disseram ter sido atraídas por pessoas do mesmo sexo, enquanto apenas 6% do outro grupo disseram o mesmo.

Detalhes dos resultados

Os pesquisadores disseram que os resultados mostraram que a atração para os homens era mais comum nos participantes que receberam hormônios , enquanto "pontuações na atração para as mulheres não diferiram significativamente por exposição". Eles relataram que "independentemente do sexo, a exposição parece estar associada a taxas mais altas de bissexualidade”

"As descobertas desafiam a visão prevalecente do interesse e do comportamento homossexuais como um simples reflexo da feminização/desmasculinização em homens e da masculinização/desfeminização em mulheres", diz a pesquisa.

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Eles concluíram que "a progesterona pré-natal tem sido um fator subestimado no desenvolvimento psicossexual humano". E como a progesterona é um tratamento comum durante a gravidez, os cientistas pediram que o uso do hormônio "tenha uma investigação mais aprofundada".

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