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O aumento da hepatite A está relacionado ao “chemsex”, prática que leva a transmissão da doença em sexo sem proteção e com vários parceiros

Desde janeiro, mais de 10 países da Europa registraram um aumento significativo no número de casos de hepatite A, uma doença transmitida através de um vírus. Só em Portugal foi registrado um total de 105 casos, principalmente entre homens que fazem sexo com outros homens. Os infectados são principalmente das cidades de Lisboa e Vale do Tejo.

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Apesar de a hepatite A não fazer distinção de sexo ou orientação sexual, foram registrados mais casos em homens que fazem sexo com outros homens
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Apesar de a hepatite A não fazer distinção de sexo ou orientação sexual, foram registrados mais casos em homens que fazem sexo com outros homens

O número de infectados pela hepatite A nos últimos meses é maior do os contabilizados nos últimos 40 anos no país. Segundo o “Jornal de Notícias”, de Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) do país diz que o caso tem uma "dimensão preocupante" e já emitiu recomendações aos profissionais de saúde. Apesar de ser uma doença que não faz distinção de sexo ou orientação sexual, a DGS explica que os casos foram registrados, em sua maioria, entre homens que fazem sexo com outros homens.

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Preocupada com a situação alarmante, a  DGS lançou um alerta para profissionais da saúde para que a vacinação seja feita entre os homossexuais. O guia diz que o surto tem sido relacionado a comportamentos como o "chemsex", ou seja, realizar alguma atividade sexual depois de utilizar substâncias químicas e que levam a atitudes consideradas perigosas.

Em comunicado divulgado pela DGS foram listadas práticas que estão comprovadamente relacionadas ao aumento da doença. Entre elas estão: sexo oral e anal, sexo com desconhecidos, sexo sem proteção e sexo em locais como saunas e clubes. Apesar de ter cura, a hepatite pode ser perigosa para quem tem doenças que afetam o sistema imunológico, como a AIDS.

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Sintomas da doença

Os sinais da hepatite A costumam aparecer depois de duas a quatro semanas após a infecção pelo vírus. Entre os principais sintomas estão: fadiga, náusea, vômitos, dor ou desconforto abdominal, especialmente na área próxima ao fígado, perda de apetite, febre baixa, urina mais escura e amarelamento da pele e olhos. A doença, geralmente, dura menos de dois meses, mas pode durar mais tempo dependendo do caso.

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