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Patricia Davies sabia que era uma mulher transgênera desde os três anos, mas vivia com medo de que fosse afastada da família ou até mesmo presa

Depois de 90 anos escondendo sua verdadeira identidade de gênero, um soldado que lutou na Segunda Guerra Mundial decidiu se assumir transgênera e passar a viver como uma mulher. Patricia Davies, moradora de um vilarejo na Inglaterra, diz que sabia desde os três anos que era uma mulher, mas que vivia com medo de que fosse afastada da família, da comunidade ou até mesmo presa.

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Patricia quando era soldado e agora como mulher transgênera
Reprodução/Daily Mail
Patricia quando era soldado e agora como mulher transgênera

Apesar de ter se assumido como transgênera para sua falecida esposa há 30 anos, Patricia decidiu continuar se escondendo após adolescentes descobrirem que ela usava sapatos femininos e atirarem ovos em sua casa. No entanto, em 2016, ela finalmente decidiu começar a transição: "Parece que um peso foi levantado dos meus ombros. Eu estava vivendo uma mentira”. As informações são do jornal britânico "Daily Mail". 

Patricia afirma que começou a explicar a situação lentamente para alguns de seus vizinhos, e que as pessoas disseram que o importante era ela estar feliz. "Eu sabia que eu era trans desde os três anos de idade. Eu conhecia uma garota chamada Patricia e eu decidi que queria ser conhecida por esse nome”.

Além disso, ela costumava ter mais interesse pelas coisas consideradas “femininas” e conta que sua mãe parecia concordar com isso. “Fomos ver Peter Pan e eu queria ser uma fada. Ela me fez uma varinha. Ela não disse que era estranho”.

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Apesar de manter sua verdadeira identidade em segredo, ela diz que não sofria com isso. "Eu nunca fui totalmente infeliz. Sempre fiz a maior parte das coisas e olhei para o lado positivo das coisas”.

Sobre ser trans na época da Segunda Guerra Mundial, ela diz que o termo não era conhecido na época. “Seria classificada como homossexual, o que teria me causado problemas no exército. Teria ido parar na cadeia”, afirma.

Ela confessa que não descartou a ideia de realizar cirurgia de mudança de sexo e que está sendo avaliada por uma clínica de identidade de gênero . “Se eles dissessem que era seguro eu falaria com o meu cirurgião, supondo que eu vivesse o suficiente”, diz a mulher.

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Patricia diz ainda que sente como se tivesse recebido uma nova vida depois que ter revalado ser transgênera. Ela começou a tomar o hormônio feminino estrogênio e seu gênero foi alterado para o feminino em seus registros médicos. Patricia diz que tem uma tia distante que viveu até os 104 anos e que espera ter os mesmos genes para aproveitar a vida como mulher.

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