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Esta é a primeira vez que o país é favorável em um caso de adoção em que nenhum dos cônjuges possui laços sanguíneos com as crianças

Em decisão histórica nesta quarta-feira (9), o Tribunal de Florença, na Itália, reconheceu a adoção de duas crianças por um casal gay .  Os pais são italianos, mas vivem no Reino Unido, local de origem dos filhos. Além de reconhecer a adoção, a corte também garantiu cidadania italiana às crianças.

Em decisão inédita, corte italiana reconhece adoção por casal gay
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Em decisão inédita, corte italiana reconhece adoção por casal gay

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Muitos fatores foram levados em conta para essa decisão, incluindo o fato de que o casal foi avaliado pelas autoridades inglesas como adequados para serem pais adotivos. O caso ganhou destaque porque foi a primeira vez que um casal homessexual, em que nenhum dos cônjuges tem laços sanguíneos com as crianças, pode formalizar a adoção . As informações são do site de notícias "Local.it". 

A família foi representada pela advogada Susanna Lollini, especialista em causas LGBT. Ela afirma que a decisão foi “inegavelmente uma enorme satisfação do ponto de vista pessoal e profissional, mas ainda mais de um ponto de vista humano”.  

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De acordo com a publicação, a corte escreveu que se a Itália não reconhecesse a paternidade , isso “resultaria em uma incerteza jurídica que afetaria negativamente o desenvolvimento de identificação das crianças”. A corte ainda acrescentou que a família era “autêntica” e que “uma relação de pai-filho como essa deve ser totalmente protegida”.

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União civil hoamoafetiva na Itália

A Itália é conhecida por não aceitar a homossexualidade mas, ainda assim, tem dado passos para diminuir o preconceito no país. No Dia Mundial contra a Homofobia, que é celebrado 17 de maio, o atual presidente, Sérgio Mattarella, fez um discurso em que pedia que a sociedade lutasse contra qualquer tipo de intolerância. "Pela plena realização desta liberdade, que deve ser oferecida a todos, independe da orientação sexual das pessoas", afirmou o presidente na ocasião.

A união civil entre pessoas do mesmo sexo é legalizada desde 2016 no país, mas até então, a adoção por esses casais era proibida em casos que os pais não tinham nenhum laço sanguíneo com as crianças.

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