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Especialista conta a melhor maneira de lidar com a difícil situação de assumir um relacionamento homoafetivo para os filhos

Como sair do armário é uma dúvida frequente na vida das pessoas LGBT. O processo envolve, primeiramente, a descoberta de que se é não-heterossexual. Depois, a aceitação da própria sexualidade. E, então, a externalização disso. A família nem sempre é a primeira a saber, mas é o núcleo com o qual é mais difícil conversar a respeito.

Como sair do armário para seus filhos? Fernanda Gentil mostrou: com diálogo
Instagram/Reprodução
Como sair do armário para seus filhos? Fernanda Gentil mostrou: com diálogo

Com todas as dificuldades envolvendo como sair do armário , a jornalista Fernanda Gentil mostrou muita maturidade ao lidar com a questão. Ao assumir publicamente seu relacionamento com a também jornalista Priscila Montandon, Gentil focou na recepção que seus filhos teriam da notícia.

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Fernanda Gentil é mãe de Gabriel e responsável pela criação do afilhado Lucas
Reprodução/Instagram
Fernanda Gentil é mãe de Gabriel e responsável pela criação do afilhado Lucas

“Estou só exercendo meu direito de ser muito, muito feliz. Tenho apenas um recado, e é para os meus filhos , que mais cedo ou mais tarde podem ler ou ouvir tudo por aí: Lembrem de não se importarem com tudo o que dizem sobre nossa vida - o que vale é que a mamãe fala com vocês em casa, olhando nos seus olhos. Não é o que vestimos que muda quem somos, e sim o que fazemos. Lembrem também, sempre, do nosso amor, que não tem cor, sexo ou raça. Amo vocês.”

O diálogo é um canal que precisa sempre estar aberto entre pais e filhos. É o que conta a neuropsicóloga Deborah Moss, mestre em psicologia do desenvolvimento infantil pela Universidade de São Paulo. Deborah afirma que "a primeira coisa a se fazer depois de toda decisão é comunicar os filhos".

"Esconder é sempre pior", ela ressalta. "Uma verdade que possa doer é melhor que uma mentira, pois a mentira vai ser ainda dolorosa depois da descoberta".

Além de contar e explicar toda a situação para os filhos, os pais também precisam estar prontos para ouvir as dúvidas e inquietações que os pequenos trouxerem. Deborah instrui que a mãe ou o pai "permita que [os filhos] se perguntem, que questionem". Também é fundamental dar tempo para a criança processar a nova circunstância.

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Como?

"Você vai apresentar seu parceiro como apresentaria se fosse do sexo oposto", a neuropsicóloga diz. É importante deixar claro também que "você escolhe parceiro, não sua sexualidade".

Os principais cuidados são quanto às dúvidas que a criança traz, mas, dependendo da criação que o filho teve, a notícia pode não ter impacto. "Tudo depende da educação individual de cada criança", Deborah conclui. 

Se o pequeno tiver dúvidas, mas uma vez recorra a boa conversa. A ideia defendida pela profissional é tentar explicar para a criança de maneira clara, e adequada a idade, o que você está vivendo. Deixe que ela faça perguntas e as responda. 

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Quando?

O momento de contar ao filho sobre o relacionamento também é crucial. "O cuidado que se tem que tomar é o mesmo com relacionamento hétero ou homossexual: deve-se esperar", recomenda a neuropsicóloga.  "Vale a pena esperar que o relacionamento se consolide antes de apresentar para a família, como a gente fazia para apresentar namorado ou namorada aos pais."

Como sair do armário não é uma tarefa simples e não há um passo a passo que valha para todos os casos, o diálogo é primordial. Não apenas neste momento, mas em toda a relação entre pais e filhos.

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