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Curta playlist composta apenas por mulheres brasileiras que amam mulheres

Ellen Oléria, cantora lésbica presente em nossa playlist
André Giorgi
Ellen Oléria, cantora lésbica presente em nossa playlist

A música , como toda obra de arte, tem efeito catártico. E não apenas em quem a produz, mas também em quem a consome: a música liberta. Pensando nisso, criamos a playlist (R)existimos em alto e bom som  de mulheres para mulheres.

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Ellen Oléria: “Só posso falar a partir desse meu lugar: negra, gorda e lésbica”

Estão em nossa playlist  rainhas da música brasileira, como Cássia Eller e Sandra de Sá . São mulheres de tamanha importância, tanto para a primeira arte quanto para a luta lésbica. Convide a namorada, as amigas e as companheiras para ouvir as canções de mulheres que marcaram a história.


Mulheres que amam mulheres

Cássia Eller:
Divulgação
Cássia Eller: "Sou mulher, sou pobre, sapatão, mãe solteira"

Cássia Eller, a primeira de nossa lista, é referência quando se fala em quebra de papéis de gênero dentro da música. Foi eleita pela revista " Rolling Stone " a 18ª maior voz da música brasileira, melhor posição ocupada por uma mulher lésbica. Em maio de 2001, ano de sua morte, Eller declarou: "Sou mulher, sou pobre, sapatão, mãe solteira: preencho todas as lacunas".

A força e a garra da cantora para tornar-se um ícone da MPB, mesmo sofrendo preconceito, tornaram Cássia Eller grande símbolo de representatividade lésbica. A vocalista e percusionista Lan Lan , que fez parte da banda e da vida amorosa de Eller, também é homenageada na playlist.

Vencedora do " The Voice Brasil ", Ellen Oléria não esconde sua sexualidade. "Negra, gorda, lésbica", Ellen traz ao universo da música, por meio de suas canções, a luta contra o racismo e a lesbofobia.  Em 2013, dividiu palco com Daniela Mercury para cantar em combate ao preconceito.

Daniela, que também faz parte da playlist, assumiu publicamente o relacionamento homoafetivo em 2013. A cantora participa de diversos projetos beneficientes, especialmente com crianças. No mesmo ano, foi convidada para participar do projeto Free & Equal , da ONU, juntamente com outros artistas LGBT s.


A existência de mulheres lésbicas na mídia é muito significativa para a comunidade. Elas representam uma parcela da população que sofre duas vezes: o machismo e a lesbofobia. Por essa razão, viver abertamente a sexualidade na mídia é bastante simbólico para o movimento LGBT.

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