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Intuito do concurso que elege primeira "Miss Transexual" é deixar sociedade mais "tolerante"

A comunidade transexual de Israel vive dias emocionantes na espera de um evento "histórico": a eleição da primeira "Miss Trans" no país judeu.  O concurso, que começou com 40 candidatas, vai eleger "a mais bela e inteligente" entre as 12 participantes que chegaram à fase final. As finalistas não são apenas de Tel Aviv, mas também de outros povoados, como Nazaré, onde diariamente são obrigadas a lutar contra os costumes tradicionais.

Outros concursos parecidos já existem, como o
André Giorgi
Outros concursos parecidos já existem, como o "Miss Gay" em São Paulo

Para a ocasião, que servirá para homenagear pela primeira vez o público transexual local, foi escolhido como palco o ilustre Habima, teatro nacional de Israel. O evento ocorrerá na tarde do dia 27 de maio.

A vencedora do concurso vai representar Israel em âmbito internacional no mês de setembro, em um concurso de beleza que começa na Espanha, passa por Itália e termina na Tailândia. 

Em um extenso artigo publicado pelo jornal israelense Haaretz, as candidatas disseram que o evento era uma vitória depois de uma vida de luta contra os prejuízos sociais (alguns deles cresceram em família de judeus ortodoxos), assim como os duros sacrifícios e gastos com operações cirúrgicas.

A indiferença mais dolorosa admitida por todas as candidatas é a incompreensão da sociedade sobre sua condição. A esperança comum é que, ao menos depois da cerimônia em Tel Aviv, a sociedade seja mais tolerante e que suas vidas sejam menos complicadas, sobretudo, com inclusões no mercado de trabalho.

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