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Ao iGay, a cantora portuguesa transsexual Patricia Ribeiro fala sobre o noivado com um ex-presidiário: "Nossas histórias de vida nos uniram"

A cantora transexual portuguesa Patrícia Ribeiro, de 34 anos, está no Brasil para gravar um clipe no Rio de Janeiro, "Boys (Meu Príncipe Encantado)", sucesso lançado pela primeira vez nos anos 1980.

Patricia Ribeiro e o noivo, Fabio
Arquivo pessoal
Patricia Ribeiro e o noivo, Fabio


Noivo na prisão e drogas

Durante sua passagem pelo país, Patricia, que já ganhou dois Discos de Ouro em Portugal , revelou detalhes sobre o noivado com Fábio Andrade, de 30 anos. Ele acaba de deixar a cadeia, onde cumpriu mais de 5 anos de pena por roubo. 

"Ele consumia cocaína e cometeu pequenos furtos e roubos que o levaram à prisão. Durante esse período, vivemos um pesadelo", lembra ela. Fábio ganhou liberdade há poucas semanas e embarcou com Patricia para o Brasil.

Segundo a cantora, os dois se conheceram por acaso, em 2010. "Eu estava frágil, carente e mais sensível porque tinha acabado de terminar um relacionamento e ele estava na rua da amargura, lutava e tentava sobreviver para consumir droga; e foi amor à primiera vista", garante. "Acredito que as coisas acontecem porque têm que acontecer e por alguma razão estávamos os dois no mesmo dia, hora e local. Nossas histórias de vida nos uniram, essa falta de carinho de ambos: ele é orfão de pai e eu tenho a minha luta também".

De acordo com Patricia, Fabio aceitou de imediato sua operação de redesignação de sexo . "Ele nunca tinha namorado uma transsexual e tive que explicar que tinha feito uma cirurgia de redesignação de sexo, foi o primeiro amor dele com alguém trans. Ele teve que fazer greve de fome para lutar para conseguir ter visitas comigo num horário diferente dos outros reclusos para não sofrer represálias e discriminação", lamenta ela.

Sexo mais intenso

Fabio também comentou a experiência. "Nunca namorei uma transsexual, não achei nenhuma diferença nela, para mim ela é uma mulher como as outras. Aliás, o sexo com a Patricia é melhor, é mais intenso, talvez pelo que ela passou para ser a mulher que é hoje. Mas, durante o tempo em que estive preso, fiz greve de fome para conseguir visitas íntimas com a Patricia, foi uma luta. Como prova do amor, fiz 17 tatuagens para ela durante o tempo em que fiquei preso", conta ele. 

Casamento

"O que mais quero é me casar com a Patricia e regularizar nossa situação e adotar dois filhos, um menino e uma menina", finaliza Fabio.


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