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Lei do Estado da Carolina do Norte requer que pessoas usem banheiros que correspondam ao sexo de seus registros de nascimento e não com o qual se identifica

No mais recente desdobramento da controversa lei do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que elimina proteções dos direitos de lésbicas, gays e transgêneros, o Deutsche Bank anunciou que está recuando de planos para adicionar 250 novos empregos nos arredores da capital, Raleigh.

O banco alemão já emprega cerca de 900 pessoas na cidade de Cary, também na Carolina do Norte, e havia anunciado planos para adicionar 250 novos postos em suas operações no subúrbio de Raleigh.

Há uma semana, a empresa de pagamentos online PayPal disse que não iria mais abrir um centro de operações globais  que empregaria 400 pessoas em Charlotte, por causa da nova lei, que requer que pessoas usem banheiros que correspondam ao sexo registrado em seus certificados de nascimento.

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Marcello Camargo/Arquivo/Agência Brasil
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O governador republicano da Carolina do Norte, Pat McCrory, assinou a legislação no mês passado, em resposta a uma ordem da administração da cidade de Charlotte - a mais populosa do Estado - que permitia pessoas a usarem banheiros de gêneros com os quais se identificam.

"Nós assumimos seriamente nossos compromisso de construir ambientes de trabalho inclusivos", disse John Cryan, copresidente-executivo do Deutsche Bank, em um comunicado. "Estamos orgulhosos de nossas operações em Cary e lamentamos que como resultado dessa lei, não estamos mais dispostos a incluir a Carolina do Norte nos nossos planos de expansão nos EUA neste momento", completou. 

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