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"Queremos oferecer uma fonte alternativa de renda para a comunidade trans, além de mendigar ou trabalho sexual", diz Rudrani Chettri

Chettri e sua equipe esperam que a agência de modelos aumente a consciência da comunidade
Reprodução/Facebook
Chettri e sua equipe esperam que a agência de modelos aumente a consciência da comunidade

A política sexual da Índia deu passos significativos contra o preconceito às diferentes identidades de gênero e orientação sexual, particularmente na sua abordagem aos direitos transexuais.

Durante os últimos 18 meses, o país tem visto desenvolvimentos legais positivos no reconhecimento da comunidade trans ou “terceiro sexo”. Desde 2009, pessoas trans podem escolher seu gênero como "outro" em formulários de voto.

(As modelos) terão barba e rosto escuro. Queremos desafiar os ideais heteronormativos da beleza feminina"

Rudrani Chettri, ativista transgênero, diz em entrevista ao jornal britânico "Mirror" que 2016 será uma ano mais progresso. Ela está prestes a lançar a primeira agência de modelos trans da Índia.

"Queremos oferecer uma fonte alternativa de renda para a comunidade trans, além de mendigar ou trabalho sexual", diz Chettri.

Segundo o “Times of India”, a primeira contagem em um censo em 2014 mostra que 490 mil pessoas se identificam como o terceiro gênero. Enquanto transgêneros são seis ou sete vezes mais.

Chettri e sua equipe esperam que a agência de modelos aumente a consciência da comunidade e lançarão uma campanha para receber doações de apoiadores.

Ao contrário dos modelos trans nos Estados Unidos, as imagens promocionais para a agência indiana não são convencionais.

“Elas terão barba e rosto escuro. Queremos desafiar os ideais heteronormativos da beleza feminina. Na próxima semana de moda, eu quero ver minhas meninas na passarela”, completa Chettri.

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