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Grupo "MEXA" busca diálogo e assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade, independentemente da condição física ou orientação sexual

Dudu Bertholini e a cartunista Laerte
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Dudu Bertholini e a cartunista Laerte

Personalidades como a cartunista Laerte, o cantor Thiago Petit e o estilista Dudu Bertholini demonstraram apoio ao projeto MEXA, que ajuda e facilita acesso de pessoas em situação de vulnerabilidade a assistência social. Com a bandeira da diversidade, a campanha busca participa de ações que integram essa população na sociedade, apoiando outros coletivos e movimentos.

Criado em setembro de 2015, o grupo realiza programações e reuniões em centros de acolhida de gays, lésbicas, héteros, negros e cadeirantes.

Menos exclusão e mais inclusão. Pode ser uma matemática muito básica mas é bem isso. Básico

“Nós não buscamos perfil. Nós buscamos união. União das classes. União entre as pessoas. Mais aceitação, mais crescimento como humanos. Mais conhecimento, tolerância”, diz o coordenador Dudu Quintanilha.

Glamour Garcia e o cantor Thiago Pethit
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Glamour Garcia e o cantor Thiago Pethit

Dudu acredita que nos serviços de assistência social devem existir formação e acompanhamento a funcionários e usuários, para que possibilitem apagar ideias de preconceitos.

“Não só pelos direitos da comunidade LGBTQIA e contra os preconceitos que sofremos, mas também contra preconceitos contra negros, refugiados, imigrantes”, afirma.

Ele diz ainda que não há perfil para sofrer preconceito. “Todos nós sabemos quando isso acontece, e o problema é quando não conseguimos identificá-lo. Por isso falamos sobre sensibilizar nossa percepção do mundo e suas formas”, completa.

Anita Silva Vieira, também coordenadora do projeto, mudou-se do Rio de Janeiro para São Paulo em busca de liberdade, igualdade e oportunidades de emprego.

“Vim com vontade de trabalhar e ensinar o que aprendi na minha vida. Tirar as marcas que me deixaram amargada e ser uma nova pessoa. Acredito que as pessoas têm direito de ser o que elas são, independente de raça, gênero, cor, e orientação sexual”, conta.

“Não só contra os preconceitos que sofremos, mas também contra preconceitos contra negros, refugiados, imigrantes”, diz o coordenador Dudu Quintanilha
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“Não só contra os preconceitos que sofremos, mas também contra preconceitos contra negros, refugiados, imigrantes”, diz o coordenador Dudu Quintanilha

O MEXA  estabelece contato e participação com Estúdio Platô, que apoia com o movimento de venda das camisetas do projeto. No Carnaval, o grupo estará presente no bloco de rua em parceria com as oficinas Coqueluche, em 8 de fevereiro, em São Paulo. O intuito será dialogar com artistas, militantes e interessados que apoiam o movimento.

“Menos exclusão e mais inclusão. Pode ser uma matemática muito básica mas é bem isso. Básico. Queremos representar a comunidade LGBTQIA. Todo movimento com propostas que 'des-desenhe' as linhas que separam ideologicamente as pessoas são necessários e torcemos para que todos eles sejam fortes e sejam mais”, completa Dudu.

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