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“Não é fácil preservar a nossa identidade, aquilo que somos, não é fácil avançar e enfrentar tanta discriminação”

companhia dança transexuais
Reprodução/Facebook
companhia dança transexuais

Uma companhia da Índia usa a dança para defender os direitos de transexuais. O projeto “The Dancing Queen” mostra a luta pela aceitação após o Supremo Tribunal ter reconhecido a transexualidade como terceiro gênero em 2014.

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“Pode-se usar um sari (traje nacional das mulheres indianas) mas não se é uma verdadeira mulher
Reprodução/Facebook
“Pode-se usar um sari (traje nacional das mulheres indianas) mas não se é uma verdadeira mulher"

Mesmo depois da decisão, transexuais ainda enfrentam discriminação no país. “Pode-se usar um sari (traje nacional das mulheres indianas), mas não se é uma verdadeira mulher. Somos consideradas terceiro gênero. Não é fácil preservar a nossa identidade, aquilo que somos, não é fácil avançar e enfrentar tanta discriminação”, diz Urmi Jadhav, cofundadora do projeto, em entrevista ao Euronews.

Abhina Aher, dirigente da companhia, diz que as oportunidades de emprego não aumentaram. “A decisão do Supremo Tribunal é apenas sobre documentos, não se traduziu em ação”, conta.

O Godrej India Culture Lab, local onde acontecem as apresentações, é experimental e fomenta reflexões sobre a Índia moderna.

“Acho que em breve haverá uma série de mudanças. Os funcionários homossexuais, bissexuais e transgêneros revelam-se no emprego, e as empresas como a nossa criam estes espaços”, diz Parmesh Shahani, fundador do espaço.

O “The Dancing Queens” foi criado para a parada gay de Bombaim em 2009, mas permanece até hoje para quebrar as barreiras do preconceito.

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