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"Não estou satisfeita com o meu rosto e outras partes do meu corpo”, diz italiana que escondeu o desejo de mudar de sexo por 40 anos

Fulvia percebeu que era transgênero aos 15 anos, mas manteve em segredo por medo da sua família religiosa
Reprodução/Facebook
Fulvia percebeu que era transgênero aos 15 anos, mas manteve em segredo por medo da sua família religiosa

Uma mulher transgênero escondeu o desejo de realizar a transição de sexo por 40 anos e agora decidiu não poupar esforços para conseguir o que almeja. A italiana Fulvia Pellegrino, de 56 anos, já gastou R$ 310 mil para buscar o corpo feminino perfeito desde que reconheceu sua identidade de gênero.

Ela passou por uma série de procedimentos para alcançar seu estilo atual, incluindo 150 operações labiais, preenchimentos faciais, quatro implantes nas mamas e duas lipoaspirações.

Não vou parar aqui, quero ir adiante porque não está perfeito

"Cirurgia plástica não é droga, mas é algo de que pessoas como eu precisam. Não estou satisfeita com o meu rosto e outras partes do meu corpo”, diz Fulvia, em entrevista ao jornal britânico “Daily Mail”.

Ela tem o apoio de Marisa, sua esposa, que também já realizou algumas operações e gastou cerca de R$ 50 mil e pretende realizar mais cirurgias.

"Hoje eu e Marisa não somos nada além de duas irmãs. Vivemos juntas, brigamos, mas não somos mais como marido e mulher", conta.

Ela já passou por uma série de procedimentos para alcançar seu estilo atual
Reprodução/Facebook
Ela já passou por uma série de procedimentos para alcançar seu estilo atual

Fulvia percebeu que era transgênero aos 15 anos, mas manteve em segredo por medo da sua família religiosa.

"Foi muito difícil quando meu pai faleceu, eles não nos deixaram ir ao funeral porque tinham vergonha de nós. As únicas pessoas que me aceitaram foram meus irmãos”, revela.

Apesar das dificuldades financeiras para pagar as cirurgias, Fulvia não pretende parar por enquanto. “Não vou parar aqui, quero ir adiante porque não está perfeito. Se alcançar a perfeição, talvez eu pare", afirma.


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