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"Uma série de pessoas riam dele a vida toda. É o flagelo do assédio perseguindo o diferente", diz mãe do garoto

Arquivo pessoal
"Meu filho não cometeu suicídio, ele foi vítima de um crime social", diz a mãe de Alan

Alan, de 17 anos, sempre se sentiu como homem. Aos 14 anos, assumiu-se como lésbica e, três anos depois, foi o primeiro menor transexual a obter a mudança legal de sexo na Catalunha.

Sua adolescência foi marcada pela discriminação. Começou a mutilar-se fisicamente, até que em dezembro de 2013 foi diagnosticado com depressão maior.

Dois anos depois, Alan suicidou-se na noite de Natal.

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Nas redes sociais, internautas criaram a hashtag #YoTambiénSoyAlan
Arquivo pessoal
Nas redes sociais, internautas criaram a hashtag #YoTambiénSoyAlan

“Meu filho não cometeu suicídio, ele foi vítima de um crime social. Uma série de pessoas riam dele a vida toda. É o flagelo do assédio perseguindo o diferente. E o meu filho era um”, disse a Ester, mãe de Alan.

Ela conta ainda que já havia conversado com a gestão escolar sobre a identidade de gênero do filho. “Pedi à gestão e aos professores que os alunos deveriam saber que Alan era um menino e que ninguém deve saber em qual gênero nasceu.”

Mas Ester culpa os colegas do filho, que na escola levantavam a camisa e perguntavam: "Como seu nome é Alan se você tem seios?"

Nas redes sociais, internautas criaram a hashtag #YoTambiénSoyAlan (Eu também sou Alan) para discutir a transfobia e o bullying escolar.

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