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“Se não fosse gay provavelmente não seria CEO” disse António Simões a jornal português

O português António Simões foi nomeado nessa terça-feira (4) ao cargo de presidente executivo da unidade europeia do banco HSBC, maior instituição financeira do continente. Ele deixará a liderança na pasta do Reino Unido para exercer a nova função que será assumida a partir de 1º de setembro.

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Homossexual declarado, Simões nadou contra a maré ao afirmar em janeiro deste ano para o jornal português " Expresso " que sua orientação sexual teria contribuido para que chegasse à posição que ocupa profissionalmente: “Se não fosse gay, não seria CEO do banco”.

Português António Simões, homossexual declarado, é nomeado CEO do HSBC na pasta europeia
Reprodução
Português António Simões, homossexual declarado, é nomeado CEO do HSBC na pasta europeia

Ele disse que a homossexualidade não seria uma desvantagem nem um fator neutro, como muitos imaginam, mas sim uma vantagem: “Ser gay tornou-me uma pessoa mais autêntica, com melhor empatia e melhor inteligência emocional”.

Na mesma entrevista, cita o livro “The Glass Closet” (O armário de vidro, em livre tradução) do executivo John Browne que comenta sobre a questão da homofobia no mundo empresarial. No entanto, ele contou nunca ter sido discriminado ao longo da carreira e disse acreditar na meritocracia: “Eu sempre pensei que a forma correta de pensar é acreditar que o sistema é suficientemente justo e que através de uma boa ética de trabalho, de uma boa educação e de algum esforço se acabará por se ser remunerado e recompensado através de progressão na carreira. Acho que é importante não ter uma atitude de vítima sobre este tipo de assuntos”.

O gestor português disse ainda que o mercado teria se tornado mais inclusivo do que era 30 anos atrás e que sabe da responsabilidade social que carrega como profissional para não deixar que a comunidade LGBT se deixe intimidar pelas condição sexuais de forma que esse fator seja um empecilho para o sucesso profissional. 

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