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Órgão do Estado russo investiga a influência de emojis gays sob cidadãos menores de idade

O Facebook, que já havia sido criticado por usuários russos pela criação do filtro arco-íris em comemoração à aprovação do casamento homossexual na Suprema Corte americana , está sendo investigado por órgão de regulamentação da mídia na Rússia  por oferecer uso de emojis gays na rede social

As figuras de casais do mesmo gênero se beijando estão sendo estudadas pelo Roskomnadzor (Serviço Federal de Supervisão das Comunicações, Tecnologia da Informação e Mídia de Massas) por representarem uma possível infração às leis nacionais, que proíbem “propaganda homossexual” aos cidadãos menores de 18 anos.

Órgão de regulamentação da mídia do Estado Russo estuda se emojis de casais gays são considerados forma de
Reprodução/Twitter
Órgão de regulamentação da mídia do Estado Russo estuda se emojis de casais gays são considerados forma de "propaganda homossexual"

A investigação foi iniciada após queixa do senador Mikhail Marchenko, que afirma que “Esses emojis de orientações sexuais não-tradicionais são vistos por todos os usuários da rede social, da qual grande parte é menor de idade”. Para ajudar no procedimento, o órgão federal solicitou a participação da Jovem Guarda, grupo político da juventude ligada ao partido de Vladimir Putin, que avaliará como é feito uso dessas figuras e consultará psicológos para observar se a medida consiste ou não em uma forma de propaganda.

Em resposta ao deputado, o vice-presidente da Roskomnadzor, Mazim Ksenzov, disse que a agência está preparada para tomar medidas reativas se os emojis constituírem ameaça às crianças russas. A organização pode, inclusive, bloquear o acesso ao site, além de aplicar multas pela não adequação à legislação do País, se o resultado da investigação for positivo.

Embora o alvo do processo seja apenas o Facebook, os emojis não são exclusivos dessa rede social, podendo ser utilizados no Twitter, Instagram e em outras funções do novo sistema operacional da Apple. Dessa forma, futuras queixas contra esses serviços podem acarretar em um possível bloqueio dos mesmos. 

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