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O comitê executivo da BSA, uma das maiores organizações juvenis dos Estados Unidos, se reunirá no próximo dia 27 de julho para ratificar a resolução

Proibição de que gays menores de idade participassem de grupos de escoteiros caiu em 2013
AP
Proibição de que gays menores de idade participassem de grupos de escoteiros caiu em 2013

A BSA (Boy Scouts of America, ou Escoteiros da América, em tradução livre) aprovou por unanimidade uma resolução para acabar com a proibição de que homossexuais maiores de 18 anos participem de grupos da entidade como líderes.

O comitê executivo da BSA, uma das maiores organizações juvenis dos Estados Unidos, se reunirá no próximo dia 27 de julho para ratificar a resolução.

É um grande passo para encerrar uma política que causou divisões profundas na entidade, fundada em 1910.

 Em 2013, a organização derrubou a proibição a que homossexuais menores de idade fizessem parte dos grupos.

 No começo deste ano, o ex-secretário de Defesa dos EUA Robert Gates, presidente da BSA, afirmou que o veto a gays adultos era insustentável e precisava acabar.

 A escolha de Gates como presidente, em 2014, foi vista como uma oportunidade para reformular as regras da entidade, já que ele ajudara a derrubar a política do "don't ask, don't tell" (não pergunte, não conte, em tradução livre), que forçava gays a "ficarem no armário" durante o serviço militar americano.

 A nova resolução, aprovada na última sexta-feira pelos 17 membros do comitê executivo da BSA, se tornará oficial caso seja avalizada pelo conselho da entidade, de 80 integrantes.

 Mudanças relativas

 A norma permitirá que unidades de escoteiros definam suas próprias orientações sobre o tema, e escolham líderes adultos sem considerar a orientação sexual.

 No entanto, ela também dará margem para que grupos de escoteiros de orientação religiosa "continuem a escolher líderes adultos com crenças consistentes com as suas".

 Denominações religiosas que patrocinam muitas unidades de escoteiros pelo país – como a Igreja Católica e a Convenção Batista do Sul – manifestaram preocupação com o fim da proibição à participação de homossexuais.

 A resolução foi comemorada por Zach Wahls, um "escoteiro águia" (a mais alta patente do escotismo) que foi criado por um casal de lésbicas e hoje é líder do grupo ativista Scouts for Equality (escoteiros pela igualdade, em tradução livre).

 "Embora a mudança na política não seja perfeita – já que os parceiros religiosos da BSA poderão continuar a discriminar adultos gays –, não há como negar que é um anúncio muito importante", disse.

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