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Estado já permite que seus docentes transexuais adotem identificação que preferirem nos documentos da Secretaria da Educação

O governo paulista vai permitir que transexuais e travestis usem seus nomes sociais ao participar do concurso público para professores do estado de São Paulo.  

“É reconhecimento da diversidade. A proposta é que as escolas estaduais sejam palco do que deve existir em todos os setores da sociedade”, explica  Maria Elizabete Costa ,  coordenadora de Gestão da Educação Básica da Secretaria de Educação do Estado São Paulo.

Maria Elizabete da Costa, coordenadora de Gestão da Educação Básica da Secretaria de Educação de SP
Divulgação
Maria Elizabete da Costa, coordenadora de Gestão da Educação Básica da Secretaria de Educação de SP

 Desta forma, os travestis que ainda não mudaram de identificação no RG, por exemplo, poderão ser chamados pelo nome que escolheram usar.  

A escolas da rede estadual paulista já permitem que travestis e transexuais adotem seus nomes sociais nos documentos da Secretaria de Educação. 

"Os profissionais que desejam a utilização do nome social podem manifestar o interesse para as diretorias das unidades em que trabalham. A inclusão é um dos pilares da nossa gestão", defende Maria Elizabete.

Para ter o nome social reconhecido no concurso, os trans deverão preencher e assinar o requerimento no processo de inscrição, que vai até o dia 16 de outubro. O candidatos vão concorrer a 59 mil vagas.

Um levantamento parcial da Secretaria da Educação revelou que 133 mil inscrições já foram feitas para  ao concurso. Ainda não há dados disponíveis de quantos candidatos trans se inscreveram. 

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